sábado, 29 de janeiro de 2022 - 01:42 h

TEMPO REAL

 

Capa / Economia / Sindicato dos Metalúrgicos mostra balanço das negociações coletivas

Sindicato dos Metalúrgicos mostra balanço das negociações coletivas

Matéria publicada em 8 de julho de 2018, 15:45 horas

 


Montadoras e Seb-Arno concluíram primeiros acordos com trabalhadores após reforma e incluíram PPR na pauta

Em negociação: Silvio Campos pede união dos trabalhadores pela conquista de melhores resultados – Foto: Arquivo

Sul Fluminense – O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense já concluiu a negociação dos acordos salariais das quatro montadoras sediadas na região e da Seb-Arno, fabricante de eletrodomésticos. É a primeira rodada de negociações desde a entrada em vigor da reforma trabalhista, em novembro do ano passado. Até o momento, todas as empresas que fecharam o acordo incluíram à pauta a participação nos lucros. A CSN, que ainda não concluiu seu acordo, também já definiu e pagou a PPR deste ano.

MAN

A fabricante de caminhões e ônibus do grupo Volkswagen fechou acordo com o sindicato em maio. O reajuste salarial ficou em 2,5%, e foi concedida uma PLR de 1,5 salário, com valor mínimo de R$ 7.500 e máximo de R$ 11 mil, com adiantamento de R$ 4,5 mil em maio.
Também ficou definido o cartão alimentação de R$ 370 a cada mês, o adiantamento opcional do 13º salário e a manutenção das cláusulas do acordo anterior.

PSA Peugeot Citroën

A montadora de capital francês fechou acordo que inclui reajuste salarial de 100% do INPC acumulado até abril/18, PPR no valor total de R$ 10.000,00 sendo, R$ 8.400,00 (de acordo com o atingimento das metas estabelecidas + R$ 1.600,00 de prêmio participação votação pago em 04/05/2018; totalizando uma antecipação de R$ 7.100,00 pago em 04/05/2018; Ticket Alimentação de R$125,00 para R$150.00, aumento de 20% do valor atual; 300 ações de mérito e promoções nas instalações de Porto Real; pagamento do saldo de banco de horas acumulado até 15/05/2018, pago em 30/06/2018; renovação do Banco de Horas até abril/2019; possibilidade de antecipação da 1ª parcela do 13º salário; foi incluída no acordo coletivo a obrigatoriedade da entrega de cesta de natal pela empresa; houve reajuste do auxilio creche pelo INPC acumulado, assim como do piso salarial; e foram mantidas as demais cláusulas do acordo anterior.

Nissan

A montadora de automóveis de capital japonês definiu com o sindicato um reajuste salarial de 2,5%, com limite salarial de R$ 7.497,87. Acima deste valor, aumento fixo de R$ 187,44, mais aumento de mérito; a PPR 2018 ficou definida em R$ 7.500 (aumento de 40% em relação ao valor do ano 2017), com o adiantamento no valor de R$ 5.000; vale mercado de R$ 400, com aumento de 18% em relação ao valor do ano 2017, mais carga extra de R$ 400,00 (aumento de 66% em relação ao valor do ano 2017); adiantamento da primeira parcela do 13º Salário (Opcional) e aumento do percentual de hora extra de 50% para 65%.

Jaguar Land Rover

A montadora de origem inglesa e capital indiano fechou seu acordo com reajuste salarial de 2%, retroativo a maio de 2018; vale supermercado de R$ 250 mensais, com reajuste de 25%, retroativo a maio de 2018; o vale-refeição, para empregados em São Paulo e no Rio, foi para R$ 35,34/dia, retroativo a maio de 2018 (reajuste de 10%); foi renovado o banco de horas; a bonificação de horas extras passou a ser de 60% de segunda-feira a sábado; quanto à PPR, foram mantidos os valores, indicadores e regra de cálculo. Para os horistas, será implantado a partir deste ano o pagamento em duas datas: adiantamento em janeiro/2019 e parcela final, em junho/2019, mediante apuração de indicadores; lay off: implantação para treinamento, pelo período de três meses – junho a agosto de 2018, período de instalação das operações da Benteler.

Grupo Seb-Arno

A fabricante de eletrodomésticos definiu reajuste salarial de 2% (até o teto de R$ 7 mil e acima deste valor o reajuste será fixo); o cartão alimentação passou a ser R$ 200, a ser pago retroativo a primeiro de maio; PPR de R$ 2 mil ou 65% do salário, aplicando-se o maior valor, com adiantamento de R$ 1.400, a ser pago em 18 de junho para todos os trabalhadores ativos e com mais de quinze dias de trabalho em 2018. E parcela final a ser paga no dia 31/3/19, de acordo com o alcance das metas. Ainda sobre o PPR, será criada uma comissão para definir as metas.

Em andamento

Ainda em negociação, estão os acordos da CSN e das terceirizadas, assim como os da ArcelorMittal, Saint-Gobain e outras de médio e pequeno porte.

União

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Silvio Campos, disse que os resultados obtidos até o momento só foram possíveis com a união dos trabalhadores e do sindicato.
— Estamos em um momento difícil, não só pelo momento da economia, mas também pelas consequências da reforma trabalhista. É preciso negociar com firmeza e contando com a união de todos, para que possamos conquistar melhores salários e condições de trabalho para todos — concluiu.


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

8 comentários

  1. Vcs merecem tudo isso e mais,cambada de pelegada medroso,acuado,sem perspectiva,esperança,sem noção,sem estudo e preparo.Para trabalhar na Csn antigamente só participando de um processo rigoroso de umas melhores escola técnica do país.Hoje a maioria sem menosprezar mora na periferia e está acostumado a ganhar salário minimo e sem benefícios nenhum.Então esses kra aceitam o que for pra vestir a farda caqui e com emblema CSN.Dá nisso aceitam qualquer coisa,pois compram carro parcelado e outros,olha a garagem de quem mora na periferia,só carrão os kras não pensam em estudar nunca e com carro com aquela musica infernal de funk do capeta.

  2. Cômico se não fosse sério querer comparar mentalidade de empresário asiático e europeu com um BRASILEIRO kkkkkkkk

  3. DE QUE ADIANTA MOSTRAR ESSES COMPARATIVOS SE TODOS JA SABEMOS COMO TERMINARÁ O ACORDO COLETIVO AQUI EM VOLTA REDONDA.SERÁ QUE O BENJAMIN VAI SE SENSIBILIZAR COM O SINDICATO?DUVIDO!!!!!!!!!!!!

  4. Isso tudo é replay dos outros anos,aqui na csn não sai mais nada, quem quiser ganhar algo tem que sair fora.a única coisa que vai mudar é o desconto sindical de 1,5% que agora vai abranger a todos independente de ser sindicalizado.

  5. A coisa mais estranha que acontece na nossa região é com a Michelin, que têm uma usina de aço, ela trefila aço para fazer cabos, e não é o sindicado dos metalúrgicos que representam os profissionais de lá e sim o de artefatos de borracha. Está mais do que claro que um está atropelando a área de atuação do outro e ninguém fala nada. Aliás essa fábrica de cabos e aço da Michelin fica em Itatiaia e só trabalha exclusivamente com aço. As outras que ali existem é que trabalham na fabricação de pneus.

  6. CONCLUSÃO:FUDIDO É SO QUEM TRABALHA NA CSN QUE NÃO DÁ NADA PARA OS ESCRAVOS POIS JÁ DEIXAMOS DE SER COLABORADORES HÁ MUITO TEMPO.SO ESTÁ FALTANDO O SINDICATO SUBIR NO CARRO DE SOM E DIZER:”SALVE-SE QUEM PUDER “.

  7. Fico pensando como uma grande empresa como a CSN oferece apenas 1,69% de aumento e dá uma merreca de PPR ainda parcelada? Daí você olha a negociação de empresas que dão 2,5 e uma PPR digna aos seus trabalhadores, sem precisa mendigar como todo ano é feito na CSN. Estamos em julho e até agora nada e ela não está nem aí, como sempre. Vai levar isso até setembro, sem retroativo, sem nada, apenas enrola cada vez mais o peão a cada ano que passa. Que coisa mais triste…

  8. CSN como sempre vai dar uma esmola a seus escravos ….

Untitled Document