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Sobe número de mortes em confrontos com a polícia no Sul Fluminense

Matéria publicada em 18 de julho de 2018, 15:31 horas

 


Operações da polícia em Angra deixaram 22 mortos no semestre


Sul Fluminense – 
O número de mortes decorrentes de confrontos com a polícia, também conhecidos como autos de resistência, registrou uma forte alta nos primeiros seis meses de 2018, com relação ao mesmo período de 2017 no Sul Fluminense. Quase cinco vezes mais, pois no ano passado forma sete mortes envolvendo ações policiais e neste ano já são 33. A região segue uma tendência estadual, pois também houve crescimento deste tipo de ocorrência no território fluminense como um todo.

Os dados do ISP (Instituto de Segurança Pública), divulgados nesta terça-feira, mostra que todos os sete autos de resistência registrados no primeiro semestre de 2017 na região ocorreram em Angra dos Reis. Em 2018, a cidade litorânea continua puxando os índices com 22 registros.

Por outro lado, a polícia também entrou em confronto e matou bandidos em Volta Redonda (oito mortos) e Barra Mansa (três mortos). Resende e barra do Piraí – outras cidades com mais habitantes na região – tiveram índices zerados em 2017 e 2018.

No Estado

No Estado em geral, os autos de resistência, tiveram uma alta de 9,2% em relação a maio e de 59,8% na comparação com junho do ano passado. Os dados foram divulgados na manhã de hoje (17) pelo Instituto de Segurança Pública da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Em junho deste ano, foram registrados 155 homicídios decorrentes de intervenção policial, contra 142 em maio e 97 em junho do ano passado. O número é um dos maiores desde 2003 e perde apenas para os 157 casos registrados em janeiro deste ano.

A letalidade violenta, indicador que reúne todos os crimes contra a vida, teve uma queda de 5% em relação a maio, de 576 casos para 547. O indicador inclui os homicídios dolosos, os homicídios decorrentes de intervenção policial, os latrocínios e as lesões corporais seguidas de morte. Frente a junho do ano passado, houve um aumento de 7,9%, já que a base de comparação era de 507 casos.

Os casos registrados como homicídio doloso recuaram 3,8% em relação a junho de 2017, de 390 para 375 casos. Em maio, o estado havia registrado 419 homicídios dolosos. Também houve queda no número de latrocínios. Foram 11 casos registrados em junho deste ano, contra 13 em maio e 18 em junho do ano passado.

Outro crime com menos casos ocorridos em junho de 2018 foi o de estupro, com 440 ocorrências. Em maio, eram 452. Apesar disso, houve alta em relação a 2017, já que, naquele ano, o mês de junho teve 394 crimes contabilizados, um número 11% menor.

Crimes contra o patrimônio

Os roubos de carga registraram o terceiro mês seguido de queda na comparação com o mesmo mês de 2017. Foram 23% menos casos em junho deste ano e houve redução também em relação a maio, o que, segundo o ISP, mostra que a queda registrada no mês passado não foi reflexo da greve dos caminhoneiros.

Os roubos de veículos, segundo o ISP, também apresentam uma trajetória consistente de queda desde que atingiram o pico da série histórica em março de 2018. Em relação a junho do ano passado, houve uma queda de 12% no número de casos, de de 4.551 para 4.014. Em maio, os roubos de veículo haviam somado 4.382 ocorrências.

Os roubos de rua também tiveram queda nas duas bases de comparação e totalizaram 11.352 casos em junho deste ano. No ano passado, o número era 7% maior. Estão somados nessa categoria os roubos a transeuntes, os roubos em coletivos e os roubos de aparelho celular. Com informações da Agência Brasil e do ISP.


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6 comentários

  1. Avatar

    Boa notícia, agora é dobrar a meta.

    E aos policiais, se protejam bem durante eventuais confrontos.

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    Pelo crescimento da vagabundagem no País como um todo, todos os estados da Federação, deveriam também, aumentar a morte de bandidos.
    Tomara que o Rio de Janeiro, seja um exemplo a ser seguido.
    Bandido bom, é bandido “BEM” morto !
    Parabéns aos guerreiros da polícia militar.

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    Ótimo. . .

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    Agora é dobrar a meta 😀

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    Bom, polícia não atira atoa. Então,levou chumbo quem merecia. Vida que segue,contadores continuem fazendo estastísticas e policias,continuem limpando a sujeira na rua.

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