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Sul Fluminense registra um crime a cada oito minutos

Matéria publicada em 1 de setembro de 2017, 15:41 horas

 


Tráfico de drogas representa metade das ocorrências na região; Via Dutra concentra 75% dos roubos de cargas, com destaque para Piraí, na Serra das Araras

Volta Redonda – O Sistema FIRJAN divulgou nesta quinta-feira (31), um levantamento sobre os principais tipos de ocorrência criminal no Sul do estado. O ‘Índice de criminalidade na região Sul Fluminense’ revela que, de janeiro a julho deste ano, a região registrou mais de 37 mil ocorrências, o que corresponde a um crime a cada oito minutos. De 2010 a julho de 2017, o tráfico de drogas tem sido o principal problema e representa metade (48,4%) dos registros criminais na região. Só em 2017, foram registradas 1.444 apreensões, ou seja, 13,7% das apreensões de drogas de todo o estado.

A pesquisa, com base nos dados do Instituto de Segurança Pública do estado do Rio (ISP-RJ), mostra que, de 2010 a julho de 2017, 75% dos roubos de cargas no Sul Fluminense concentra-se no eixo da Rodovia Presidente Dutra (BR-116). Piraí está no topo do ranking e representa 30% dos roubos de cargas. Grande parte ocorre na Serra das Araras, quando os motoristas precisam reduzir a velocidade por conta de radares e riscos de acidentes.

Angra dos Reis é a primeira da lista dos municípios da região em furtos e roubos de veículos, com 206 registros de janeiro a julho de 2017. Nesse mesmo período, Volta Redonda lidera em roubo de rua com 179 casos, e encontra-se no mesmo patamar que Vassouras em roubos a transeunte, com uma média de 140 registros em cada um dos municípios.

Para o presidente da Representação Regional FIRJAN/CIRJ no Sul Fluminense, a criminalidade interfere diretamente no crescimento da economia. “A violência não só leva ao fechamento dos estabelecimentos como afasta os investimentos e novos negócios. Nós ainda somos uma população relativamente pequena, o que nos dá ainda mais possibilidade de fazer um controle bastante elaborado em relação à segurança”, ressalta Carvalho.

Cinturão de Segurança Integrada

Por entender que a violência tem um alto custo para a sociedade, estado e setor produtivo, o Sistema FIRJAN tem analisado e oferecido propostas para aumentar a segurança com políticas permanentes para complementar as ações pontuais. A principal delas é a criação de um Cinturão de Segurança Rodoviária Integrada, formado por postos de fiscalização em conjunto com órgãos federais e estaduais, localizados em pontos estratégicos das rodovias e portos.

Nestes postos funcionariam a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) e as secretarias estaduais de Segurança Pública, Fazenda e Saúde, além de haver integração com órgãos como o Departamento nacional de Trânsito (Denatran) e o Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran).

O Sul Fluminense se beneficiaria do Cinturão com dois postos: um na Rodovia Rio-Santos (BR-101), em Paraty, e outro, apontado como o mais estratégico do estado e defendido como o primeiro a ser implantado, na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Queluz (SP), divisa com o estado do Rio, por onde circulam 30 mil veículos por dia. O posto na cidade paulista teria uma ação integrada dos dois estados. A localização estratégica, escolhida para evitar o uso de rotas de fuga no trânsito entre os dois estados, provocaria uma ruptura na principal via de comunicação do crime na rota RJ-SP. Segundo o economista do Sistema FIRJAN, Riley Rodrigues, a Federação está negociando com o Ministério da Justiça mecanismos para a implementação do projeto.

“O custo estimado para cada posto é de R$ 15 milhões. Isso representa 3,5% do que poderia ser arrecadado apenas com o combate à sonegação do ICMS de transporte interestadual de cargas do posto em Queluz (SP), sem contar os ganhos com o combate ao tráfico de drogas e armas, ao contrabando e à pirataria, além de reduzir os impactos negativos do sobrepeso dos caminhões sobre as rodovias”, salienta.

Os demais postos ficariam localizados em Bom Jesus do Itabapoana, Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Itaperuna, Magé, Santo Antônio de Pádua, Seropédica e Três Rios, o que criaria um cinturão de segurança no território fluminense. Desta forma, seria possível fiscalizar até 90% das cargas de longa distância que circulam pelo estado do Rio de Janeiro.


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3 comentários

  1. Avatar

    De 2010 pra cá aumentou…pq será???hummm espera um pouco…não foi em 2010 q começou o projeto copa do mundo e olimpíadas na capital para expulsar a bandidagem dos morros cariocas…migraram td para o interior fato…

  2. Avatar
    الفتح - الوغد

    Me espantou o índice de roubo de rua no município de Vassouras, similar ao de VR, mas com uma população 10x menor. Deve haver algjm engano no levantamento dos dados…

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