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Técnicos da Defesa Civil se reúnem com comerciantes do Edifício Redondo

Matéria publicada em 13 de setembro de 2018, 14:46 horas

 


Eles discutiram o prazo para que lojas de prédio que foi interditado sejam desocupadas

Volta Redonda – Uma reunião no antigo Restaurante Popular, no Aterrado, próximo ao Edifício Redondo, com os moradores, comerciantes, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, um engenheira, a síndica e a subsíndica nesta quinta-feira, dia 13, para definir como será a desocupação do prédio. A Defesa Civil interditou o prédio na quarta-feira, dia 12, por conta das condições precárias do local, entre outras irregularidades na estrutura, rede elétrica e ainda ausência de equipamentos de prevenção e combate a incêndios.

As possibilidades discutidas na reunião foram justamente estipular um prazo para moradores e vendedores saírem do prédio. Uma engenheira irá avaliar a estrutura. A Defesa Civil informou que “se preocupa com a segurança de todos, por isso a decisão de interditar”.

-Não tivemos alternativa se não comunicar ao Ministério Público sobre a necessidade de interdição. Demos todos os prazos necessários para que eles se adequassem e apresentassem o projeto de reforma do imóvel. Mantivemos e estamos mantendo todo tipo de diálogo, mas não podemos ser omissos com a segurança das pessoas. Como eles nos informaram que ainda estão viabilizando recursos financeiros para realizar as benfeitorias no prédio, tivemos que fazer a interdição – informou o coordenador da Defesa Civil, Leandro Rezende.

Mudança

Alguns comerciantes que têm lojas no prédio afirmaram que estão procurando um local novo para alugar, caso a saída seja obrigatória, até lá eles pretendem permanecer no local. Outros estão alugando outro local e querem mudar a loja antes que algum acidente aconteça.

Os vendedores falaram ainda sobre um termo de responsabilidade para aqueles que insistem em ficar no local. Um vendedor, que mantém a loja há mais de 20, no edifício, acredita que para realizar as obras determinadas pela Defesa Civil é necessário que o prédio continue com as atividades. Ele afirma que sem as pessoas trabalhando no prédio não será possível conseguir o dinheiro para a obra.

– Fizemos uma reunião quando notificaram dos problemas do prédio. O acordo foi aumentar o valor do condomínio para arcar com as despesas da obra. Estamos correndo atrás, mas não da para interditar. Muita gente aqui não tem para onde ir – disse o vendedor.

O Edifício Redondo foi construído há pelo menos 53 anos (foto: Arquivo)


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