sábado, 24 de outubro de 2020 - 08:46 h

TEMPO REAL

 

Capa / Nacional / TRF4 mantém prisão preventiva de ex-secretário de Cabral

TRF4 mantém prisão preventiva de ex-secretário de Cabral

Matéria publicada em 7 de novembro de 2017, 18:01 horas

 


Rio – A prisão preventiva do ex-secretário de Governo do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, Wilson Carlos Cordeiro, foi mantida pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O julgamento do mérito do habeas corpus ocorreu nesta terça-feira (7) e confirmou a decisão liminar do desembargador João Pedro Gebran Neto, proferida em setembro.

Wilson Carlos, que está preso desde novembro de 2016, foi condenado, em junho deste ano, a 10 anos e 8 meses de reclusão, pela 13ª Vara Federal em Curitiba por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele teve a prisão preventiva mantida pelo juiz federal da 13ª Vara Criminal Federal, Sérgio Moro.

No pedido de habeas corpus, a defesa argumentou que a prisão preventiva é excessiva e antecipa a pena. Disse ainda que a prisão está baseada apenas em depoimentos de delatores da empreiteira Andrade Gutierrez, com provas frágeis fundamentadas nos elementos analisados há 10 meses.

Esse não foi o entendimento do desembargador Gebran, para quem as provas dos autos são suficientes para atestar a materialidade e a autoria do delito imputado ao réu. Na visão do desembargador, a renovação da prisão preventiva na sentença é legal e o que a defesa chama “de excesso e vulgarização das prisões preventivas no âmbito da Operação Lava Jato carece de sustentação, pois apenas 15% das colaborações premiadas foram firmadas com réus investigados presos”.

Ainda conforme o desembargador, a medida cautelar tem o objetivo de preservar a ordem pública, por prevenir o envolvimento do investigado em outros esquemas criminosos, e também tem o efeito de impedir ou dificultar novas condutas de ocultação e dissimulação do produto do crime, que ainda não foi recuperado.

Gebran destacou que há risco à aplicação da lei penal diante a identificação de transações de elevado valor em espécie para evitar o rastreamento do dinheiro. “Apesar de Sérgio Cabral efetivamente não exercer mais cargo público, viu-se no histórico do processo e de outras investigações que tal circunstância sequer é relevante para a manutenção da atividade criminosa por ele e seus associados”, apontou.

Wilson Carlos está preso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio, onde também está detido o ex-governador Sérgio Cabral.


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

Um comentário

  1. Avatar

    Tem que deixar esses bandidos pagar pelo mal que fazem ao povo brasileiro.

Untitled Document