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Trio que tentou extorquir prefeito é considerado foragido da Justiça 

Matéria publicada em 22 de junho de 2019, 09:18 horas

 


Adriano e os outros três denunciados, que são de Duque de Caxias,  se reuniram com Ailton Marques. Os suspeitos informaram que estavam ali para cobrar uma dívida de R$ 2 milhões
(Arquivo: DV)

Porto Real- Halysson Guilber Muri de Freitas, Michael Cardoso Santana, Rodrigo Costa Caldeira, já são considerados foragidos da Justiça. Eles, junto com Adriano Arlei Serfiotis,  que esta detido desde quarta-feira (19), tiveram a prisão preventiva decretada pela Juíza Priscila Dickie Oddo, da Vara Única da Comarca de Porto Real. O trio está sendo procurado pela polícia.

Os quatro são suspeitos de tentar extorquir R$ 2 milhões, do prefeito de Porto Real,  Ailton Marques, que foi ameaçado de morte. Adriano é ex-secretário municipal de  desenvolvimento econômico, irmão do deputado federal, Alexandre Serfiotis, e filho do ex-prefeito de Porto Real, Jorge Serfiotis, que morreu  por insuficiência respiratória, em julho de 2017.

Pela denúncia do Ministério Público, que foi aceita pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, a extorsão começou no dia 24 de abril. Adriano e os outros três denunciados, que são de Duque de Caxias,  se reuniram com Ailton Marques. Os suspeitos informaram que estavam ali para cobrar uma dívida de R$ 2 milhões.

O dinheiro, segundo os denunciados,  teria sido pago para a campanha eleitoral de Jorge Serfiotis. Marques alegou desconhecer a dívida e as pessoas que se apresentaram como “credores”.

Ainda de acordo com a denúncia, já no dia 2 deste mês, Adriano acompanhado de um policial civil e policial militar chegaram de helicóptero à sede da Prefeitura de Porto Real querendo se reunir com o prefeito. A PM foi chamada e os suspeitos levados para 100 ª DP (Porto Real) onde foram  ouvidos e liberados.

Adriano foi preso quarta-feira num haras de Porto Real. Eleo está preso na Cadeia Pública de Volta Redonda a disposição da Justiça de Porto Real. A defesa do ex-secretario ainda não se manifestou.

Já o prefeito Airton Marques confirmou as acusações e disse que aguarda o desfecho das investigações. Uma fonte revelou que  o prefeito está andando com seguranças particulares e de carro blindado.

Ainda de acordo com a fonte,  Marques solicitou uma escolta policial ao governador do Estado do Rio de  Janeiro, Wilson Witzel.

Nota à Imprensa

Em referência ao episódio de tentativa de extorsão ao prefeito de Porto Real, que resultou na decretação de prisão preventiva de Halysson Guilber Muri de Freitas, Michael Cardoso Santana, Rodrigo Costa Caldeira e Adriano Arlei Serfiotis, pela Juíza Priscila Dickie Oddo, da Vara Única da Comarca de Porto Real, a Prefeitura Municipal de Porto Real vem informar que:

  • Conforme narrado na denúncia do Ministério Público Estadual, no dia 24 de abril, o prefeito Ailton Marques foi convidado pelo empresário Adriano Serfiotis para uma reunião em seu escritório sobre um projeto de uso de energia solar para o município.
  • Lá chegando, percebeu que o propósito do encontro era outro e se viu cercado por um grupo de homens armados que exigiam R$ 2 milhões, sob alegação de que este dinheiro fora destinado à campanha eleitoral. Esses homens impediram sua saída do recinto até que concordasse com o pagamento. O prefeito Ailton Marques desconhecia essas pessoas, que se apresentaram como “credores”, assim como a existência de tal “dívida”.
  • Esta ação foi narrada ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que iniciou as investigações. O MP orientou o prefeito que reforçasse sua segurança pessoal, informasse sobre qualquer novo contato com os denunciados, além de determinar completo sigilo sobre o caso.
  • No dia 2 de maio, o mesmo grupo, com exceção do empresário Adriano Serfiotis, retornou ao município na tentativa de um novo encontro com o prefeito Ailton Marques na sede do Executivo Municipal. Conforme orientado, prefeito informou às autoridades policiais, que fizeram a abordagem, constataram porte de arma de fogo e encaminharam o grupo para a 100ª Delegacia, em Porto Real. Posteriormente todos foram liberados.
  • Desde então o prefeito Ailton Marques aguardava o desfecho das investigações

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7 comentários

  1. Avatar

    Esse acontecido é um sinal de alerta aos representantes do MP e Justiça, nossas cidades podem estar sofrendo interferências de grupos no processo eleitoral. Injetam dinheiro em campanhas eleitorais e depois exigem receber o dobro ou triplo do que injetaram nas campanhas eleitorais.

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    Antonio Carlos Peludo

    Engraçado em Itatiaia aconteceu igualzinho , ate carro blindado o atual chefe do executivo alugou em suma ja dizia sabio René Descartes que colocou em pratica a geometria moderna ” A NATUREZA NÂO FAZ LINHAS RETAS E RARAMENTE FAZ USO DE ANGULOS AS LINHAS SÃO CURVAS” Dito isso a chance de algo se repetir igualzinho é matematicamente explicado no livro de Julio Cesar de Mello e Souza vulgo Malba Tahan ( Uma possibilidade ou uma chance de que algo dê certo ou errado com 5 letras ) SORTE kkkk , ai tem nesse furdunço todos.

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    E tinha uns boca abertas aqui criticando o prefeito, dizendo que eram empresários, que bandido não chegaria de helicóptero na frente da prefeitura e tals… O enredo não sabemos, mas que há ato ilícito no caso, isso está evidente desde o início…

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    Em pouco tempo o irmão do deputado estará solto, só uma questão de tempo.

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    Tem caroço nesse angu…

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