domingo, 5 de julho de 2020

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Um ano após incêndio, famílias de vítimas reclamam de falta de sensibilidade do Flamengo

Matéria publicada em 7 de fevereiro de 2020, 17:18 horas

 


Arthur Vinícius foi uma das 10 vítimas fatais (Foto: Reprodução)

Rio de Janeiro – Neste dia 08 de fevereiro o incêndio no CT Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro completa um ano. Na tragédia, dos 26 garotos, entre 14 e 16 anos, que dormiam no alojamento da categoria de base, dez morreram e três ficaram feridos. Entre as vítimas fatais estava Arthur Vinicius, nascido e criado em Volta Redonda.
Entre as histórias de dor e sofrimento, o calvário de Marília Barros é grande, de modo que o incêndio que vitimou seu filho no CT do Flamengo não é a primeira tragédia com a qual tem de lidar. Ela ficou viúva depois que seu marido foi assassinado a tiros. Dez anos depois, perdeu seu único filho, Arthur Vinicius, batizado com esse nome em homenagem ao maior ídolo da história do Flamengo, Arthur Antunes Coimbra, o Zico.
– Não tenho mais um telefonema, um abraço do meu filho. O que ficaram foram as recordações boas, as lembranças, mas é uma dor que a gente sabe que nunca mais vai passar. Nunca mais vou ser feliz novamente. Por que eles não resolvem essa pendência, para acabar com isso? – questionou Marília, que tatuou no braço esquerdo a imagem do filho trajado com a camisa do Flamengo.
Arthur faria 15 anos justamente no dia em que foi enterrado em Volta Redonda. Foi para comemorar o aniversário do colega que vários meninos dormiram na concentração naquela noite.
– Lembro que quando fui falar com o diretor da base, eu chorei. Eu disse que tinha medo de levar meu único filho para uma cidade violenta como o Rio. Essa era minha única preocupação. E olha só, no lugar onde meu filho deveria estar mais seguro foi onde ele perdeu a vida – recordou Marília. A mãe de Arthur desenvolveu ansiedade, teve alguns problemas de saúde e hoje se apega à fé para atenuar a angústia.

 

Mais tristezas

A chuteira laranja florescente exposta na estante da sala da casa de três cômodos em Limeira, interior de São Paulo, é uma das lembranças mais carinhosas que Rosana Souza tem de seu filho Rykelmo Viana. O menino gravou o nome de sua mãe e deu a chuteira para ela como presente dias antes de morrer no incêndio.
– Sinto revolta, angústia, tristeza. O Flamengo tinha garantia de que poderia ter lucro com eles. Depois do que aconteceu, isso não tem mais valor – reclamou Rosana.
A maior tragédia da história do Flamengo completa um ano neste sábado ainda sem o apontamento de culpados, com poucos acordos selados – três famílias e o pai de Rykelmo Viana aceitaram a proposta do clube – e várias reclamações em relação ao Flamengo por falta de diálogo. O incêndio foi provocado por um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado. O fogo consumiu o contêiner onde dormiam os atletas.
– O que custa, com tanta contratação, indenizar essas famílias? Será que eles não têm filhos, netos? Entregamos nossos filhos saudáveis, confiando que eles seriam bem cuidados. Os meninos não são animais. Tiveram seus sonhos interrompidos. Houve negligência do Flamengo – disparou a mãe de Rykelmo.
Seu filho começou a carreira na Portuguesa Santista. O menino habilidoso era volante e jogava com a camisa 8. No próximo dia 26, completaria 18 anos.- O Flamengo hoje é como uma fruta. Por fora, está bonita, mas por dentro está podre e essa podridão contamina o resto – disse a mulher, indignada.
Rosana trabalhava coletando roupas em um hospital em Limeira, mas teve de largar o serviço com o trauma provocado pela trágica morte de seu filho.
– Na coleta de roupa, tinha de entrar em todos os lugares do hospital, inclusive na ala de queimados. Meu filho acabou morrendo carbonizado. Não pude nem olhar o caixão, isso me traumatizou – explicou Rosana, que tem mais duas filhas, uma delas deficiente, e hoje está desempregada.
Rosana foi a primeira a mover uma ação judicial contra o Flamengo. Ela pede na Justiça R$ 6,9 milhões, sendo R$ 3 milhões por danos morais e R$ 3,9 milhões de pensão, além da anulação do acordo do clube com o pai de Rykelmo, José Lopes Viana, de quem é divorciada.
O segundo a processar o clube será Cristiano Esmério, pai do goleiro Christian. O advogado de Cristiano, Márcio Costa, confirmou ao Estado que finaliza os últimos detalhes para entrar com a ação judicial. O valor pedido gira em torno de R$ 9 milhões, incluindo indenização e pensão, e foi calculado com base na carreira dos últimos goleiros revelados pelo time – Júlio César, Marcelo Lomba, Paulo Vitor e César.
– O que me revolta é a falta de respeito e sensibilidade com nós, familiares, que perdemos nossos filhos por causa da irresponsabilidade do clube – disse Cristiano, que é organizador de eventos. Seu filho era um dos mais talentosos das promessas. O jovem, que morreu aos 15 anos, era observado por clubes europeus e vinha sendo convocado para as seleções de base.
A rotina de dor e sofrimento de Rosana e Cristiano é compartilhada por outras oito famílias, que passaram a conviver com problemas de saúde.
– Hoje a minha vida, da minha mulher e da minha filha é viver à base de remédios. Remédio para controlar a pressão, a glicose, o colesterol, para dormir e aliviar a depressão – relatou Wedson Cândido, pai de Pablo Henrique, que morreu aos 14 anos.
O pai do garoto era caminhoneiro e teve de largar o trabalho, assim como a mãe, Sarah Cristina, que era cozinheira em um asilo Os dois moram em Oliveira, pequena cidade de Minas Gerais localizada a 150 quilômetros de Belo Horizonte. A família tem forte ligação com o futebol, já que o pai, o tio e o avô de Pablo foram jogadores. Hoje, porém, jogar bola ou até mesmo assistir a um jogo não é mais prazeroso.

Insensibilidade
A principal reclamação das famílias no caso é quanto à inexistência de diálogo do Flamengo. Eles alegam que o clube só se mostrou presente nos dias seguintes à fatalidade. Depois disso, os dirigentes, dizem os familiares, sequer mantêm contato. Eles entendem que falta sensibilidade por parte do clube.
– O que faltou dessa diretoria é a sensibilidade. Se após o acidente tivessem ido à casa de cada familiar, já estaria tudo resolvido. Queremos um abraço, nos sentir acolhidos – pontuou Darlei Pisetta, pai do goleiro Bernardo, morto aos 14 anos.
– A gente já perdeu nosso maior bem que a gente tinha. Mexer com essa ferida é difícil. Até tentei uma aproximação, mas o clube não conversa com as famílias – acrescentou o gerente de compras, que reside em Indaial (SC).
A fala de Darlei é corroborada por Alba Valéria, mãe de Jorge Eduardo, que morreu aos 15 anos.
– Não tenho nenhum contato com eles. Nunca recebemos um telefonema. Do presidente e dessa diretoria do Flamengo esperamos justiça e que eles sejam mais humanos – opinou a auxiliar de serviços de educação básica, moradora de Além Paraíba (MG).
O defensor público do Rio, Eduardo Chow, também criticou a conduta flamenguista.
– É uma situação desigual, mesmo com as instituições públicas presentes, porque o Flamengo tem toda a estrutura e as famílias não. O clube tem uma postura de não dialogar. Não compreendemos as razões dessa postura intransigente – ressaltou. A Defensoria Pública do Rio representa a família de Samuel Rosa e também atua no caso na ação coletiva.
Procurado pelo Estado, o Flamengo não quis falar sobre o assunto o clube preferiu se pronunciar a respeito das negociações por meio de um vídeo divulgado pela Fla TV em que os dirigentes rubro-negros responderam a perguntas previamente selecionadas.
“O clube esteve sempre aberto a negociação, mas, depois de muito discutir internamente, nós estabelecemos um teto. Nós estamos dispostos a dentro desse teto discutirmos com as famílias, tentarmos adaptar a cada necessidade específica de família, uma forma de atendê-los dentro daquele teto estabelecido pelo clube”, afirmou o presidente Rodrigo Landim, na ocasião.
“Esse valor que nós oferecemos, três famílias e meia aceitaram. Não podemos tratar a tragédia de uma forma para uma família e de outra forma para outra família. O nosso valor oferecido, que nós consideramos satisfatório, e três famílias e meia também consideraram, é a nossa oferta. A gente tem um limite”, disse o vice-jurídico, Rodrigo Dunshee.
Por Ricardo Magatti, especial para a AE

Flamenguistas fazem memorial a garotos mortos em CT em frente ao Maracanã
Os rostos dos 10 garotos mortos há um ano no incêndio no Ninho do Urubu, o CT do Flamengo, agora poderão ser vistos por todos os torcedores que forem ao Maracanã. E tudo isso graças à iniciativa de um grupo de flamenguistas, que grafitou um muro em frente à principal arena do Rio de Janeiro e estádio que todos aqueles jovens atletas sonhavam em um dia atuar.
A pintura de parte do muro que separa a Radial Oeste, via que passa em frente ao estádio, e os trilhos de uma das linhas do metrô carioca começou na última quarta-feira e tem previsão de ser finalizada neste sábado. A obra foi idealizada pelo artista Airá Ocrespo e está sendo executada por ele e por um grupo de 30 flamenguistas.
– A galera queria fazer uma homenagem e eu considerei que era uma coisa muito simbólica, muito marcante – comentou Airá, ressaltando que fez questão de participar do projeto desde que os próprios torcedores também participassem da pintura do grafite.
– Eu propus a eles que fizessem essa ação coletiva, deixar o suor de todo mundo, para mostrar que é importante pra torcida, que eles se importam com o que aconteceu, com os desdobramentos, e que eles estão juntos – disse.
Todo o material utilizado foi adquirido através de uma vaquinha feita entre os torcedores, que arrecadaram cerca de R$ 1.500. O dinheiro foi gasto com as tintas, água, lanches e transporte para quem morasse longe.
Um dos torcedores envolvidos no projeto é o vendedor Carlos Motta, de 39 anos. Ele disse que a ideia surgiu em redes sociais e reuniu dezenas de flamenguistas “de vários setores das arquibancadas”. O mural – ou “memorial”, como eles estão chamando – não tem nenhuma ligação oficial com o Flamengo.
– É um contraponto a essa ideia de ficar falando e discutindo sobre preço da vida das crianças – ressaltou Motta.
– O importante pra nós é discutir e levantar os sonhos que esses garotos tinham, de serem jogadores de futebol, de jogar no Maracanã, de vestir a camisa do Flamengo, dar uma vida melhor pra família. Esses garotos representam o sonho de quase todos nós – afirmou.
Além de homenagear os garotos que morreram na tragédia, o memorial é uma forma de os torcedores demonstrarem que não necessariamente concordam com a forma como o clube está tratando a questão.
– Sobre a diretoria do Flamengo: levar essa questão dos garotos para discutir na Justiça, fazer comparações com Brumadinho, valores pagos com indenizações em Mariana, a gente não entende que isso seja razoável. A vida das pessoas não tem preço – declarou Motta.
– Os diretores do Flamengo, certamente, a maioria tem filhos. E qual o preço da vida dos filhos deles? Por que a gente tem que colocar preço na vida do filho dos outros? O clube precisa assumir uma responsabilidade que é sua, independente da culpabilidade de quem quer que seja – concluiu o torcedor.

Polícia Civil conclui inquérito de incêndio no Ninho e mantém oito indiciamentos

A Polícia Civil do Rio remeteu ao Ministério Público do Estado a conclusão do inquérito aberto em fevereiro do ano passado para investigar as causas e os culpados pelo incêndio no Ninho do Urubu, e manteve os oito indiciamentos apontados ainda em junho.
O inquérito, conduzido pela 42ª DP do Rio, havia sido entregue ainda em junho, mas foi devolvido pelo MP, que requisitou novas diligências. A delegacia responsável pelo caso remeteu novamente suas conclusões ao órgão em agosto, quando advogados de alguns dos indiciados pediram novas audiências. Em dezembro, mais uma vez o relatório acabou voltando à Polícia Civil.
Agora, a investigação por parte da polícia está concluída. “A unidade (42ª DP) estava realizando apenas diligências solicitadas pelo MP, que foram concluídas e encaminhadas ao órgão”, informou a Polícia Civil nesta sexta-feira.
O inquérito remetido ao MP ano passado apontava oito culpados, e entre os indiciados está Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo. O ex-cartola, três funcionários do clube, três engenheiros da empresa que forneceu os contêineres que incendiaram e um técnico em refrigeração foram apontados pela polícia como responsáveis por dez homicídios com dolo eventual (quando se assume o risco de matar) e 14 tentativas de homicídio (considerando o número de atletas que estavam no Ninho do Urubu e sobreviveram).
Quando foi indiciado, Bandeira de Mello se disse “surpreendido”, mas afirmou que estava com a “consciência absolutamente tranquila” e que confiava na Justiça.
Por Marcio Dolzan

CPI que apura incêndio pede condução coercitiva de dirigentes do Fla

Dirigentes e ex-diretores do Flamengo foram convocados, mas não compareceram nesta sexta-feira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura o incêndio no CT Ninho do Urubu, que matou dez jogadores das categorias de base e feriu outros três em 8 de fevereiro de 2019.
O Flamengo informa ter enviado o diretor jurídico Antonio Cesar Dias Panza e o advogado William de Oliveira como representantes do clube. Entre os intimados estavam o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello e o atual mandatário Rodolfo Landim. Nenhum dos dois apareceu.
O presidente da CPI dos Incêndios então ordenou a condução coercitiva dos dirigentes. O pedido ainda tem de ser protocolado para começar a valer. Landim, Bandeira de Melo e demais membros da diretoria envolvidos no inquérito deverão prestar depoimento na próxima sexta-feira. Se não comparecerem, oficiais de Justiça irão buscá-los em casa.
Além dos dirigentes, familiares de três das vítimas também foram convocados para a CPI. O pai de Pablo Henrique, Wedson Candido de Matos, compareceu como representante das vítimas. A família de Wedson e de outros seis jogadores ainda não fizeram acordo com o Flamengo.
Até agora, o clube rubro-negro indenizou três famílias. O clube ainda negocia com os familiares de Arthur Vinícius, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Jorge Eduardo, Samuel Rosa e Pablo Herique. Com a proximidade da conclusão do inquérito policial que apura a responsabilidade pelo incêndio, a tendência é de que mais famílias acionem judicialmente o clube.


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20 comentários

  1. Avatar

    So sendo muito idiota pra correr atrás de ônibus igual cachorro Kkkķkk

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    Hipocrisia. Hoje não tem gol do gabigol, mas sim a triste lembrança de jovens que perderam suas vidas de maneira estúpida. E ainda tem otário que veste a camisa do time e sai brigando que nem um imbecil por aí. Em vez de brigar por um time que não está nem aí para ele, que não se importa com a vida humana ( o negócio é só ganhar dinheiro), o babaca deveria sim sair às ruas e brigar por justiça e melhores condições de vida sua e de todo o povo. VAI PR’A RUA, ô COXINHA !

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    Sou flamengo mas isso já passou dos limites

    Flamengo: parentes de vítimas são barrados no Ninho do Urubu

    Infelizmente, temos que ficar aqui aguardando um diretor voltar para liberar. Já não basta a humilhação que estamos passando? Todo mundo está vendo que o Flamengo não respeita”, afirmou o pai de Christian.

    Situação semelhante aconteceu com a tia de Jorge Eduardo. Depois de 1h30, e sem resposta do Flamengo, eles foram embora sem conseguir entrar no CT.

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    Capeta da grota do Santa cruz

    Garanto que se fosse do VASCAO a família já teria a vida resolvida quanto a tal episodio….vergonha mundial. Ganha tanto dinheiro dos bobos dos torcedores que deixam muitas vezes de comprar algum bem para casa para ficarem enchendo o rabo de clube de futebol de dinheiro que na hora de arcar com as responsabilidades fica enrolando sem se importar com o sofrimento das familias. QUE VERGONHA! Esse ano tem mais CHEIRIM

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    O vó bem que a senhora falou vó, que isso não ia dar em nada. Mais também vó, esperar o que do Flamengo, né vó. Parabéns aos torcedores que não aceitam essa canalhice…

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    Condução coercitiva
    Volta para a escola analfabeto

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      Se é obrigado a ir, está detido sim Sr., preso até que seja liberado pela polícia e isso pode levar uma hora ou mesmo várias horas sem poder ver a família, somente advogados seu burro. Não adianta chorar seu merda.
      É PRESO.
      Se bobear já pega uma preventiva kkkkk

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    Que horror nesse tal de flamengo.

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    Querem ficar ricos com a morte dos meninos! Isso é BRASIL!

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      Rapaz,tenha mais consideração para com essas famílias que perderam seus filhos! Não há dinheiro que pague essas 10 vidas. Ao cobrar e entrar na justiça contra o clube,elas estão no seu direito. E como em qualquer empresa legalizada, se acontece um acidente vitimando funcionários, é obrigação da mesma indenizar de forma justa e satisfatória as famílias em caso de morte. Entendeu? Pense antes de falar asneira!

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      Se julga incero e esconde a identidade? Que sinceridade há nisso? Vc é só mais um imbecil , aposto como é bozzolino.

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    Lembrando que a busca por uma oportunidade no Flamengo (ou no Botafogo, Vasco, Fluminense, Corinthians, etc.), é um jogo de vale-tudo, de vida ou morte. Um jogo de cartas marcadas onde vamos encontrar os mais absurdos favores e corrupção. Tomado pelos absurdos da política, todos sabemos que não são os melhores que estão dentro desses grupos mas os que recebem melhores referências. Aconteceu com eles… Mesmo assim foi lamentável.

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    A tragédia não abalou os sentimentos dos torcedores do time mais amado da América Latina. Nenhuma das vítimas foi lembrada nos últimos eventos de glória do time. Duvido que um em cada cem torcedores, saiba pelo menos o nome de um dos garotos (só um) que perdeu sua vida no incêndio. Sociedade hipócrita.

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    Pedro Francisco silva Neto

    Que a justiça seja feita,nada vai devolver a familia seus filhos.Que o clube tenho mais sensibilidade que até agora não teve.Já mandou embora os outros que escaparam da tragedia,acabando com mais sonhos .
    A imprensa deve ficar de olho nisso.

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    Quinta-feira, 29 de maio de 1997. Eram 3h quando o ônibus que levava a equipe de ginástica artística do Flamengo colidiu com dois caminhões. No km 205 da Via Dutra, em São Paulo, Bia — como Beatrice é conhecida pelos mais próximos — , a técnica Georgette Vidor e as companheiras de equipe estavam a caminho de mais uma seletiva. Com o impacto da batida, seis pessoas morreram.

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      Pedro Francisco silva Neto

      Hoje não tem gol do Gabigol,nem aqui é Flamengo e nem os dirigentes pra assumir a responsabilidade que deveria.
      Triste.

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    Isso é futebol!

    Mercenários!

    Não cuidaram dos meninos, não fizeram um seguro de vida para esses meninos e agora saem fora da responsabilidade.

    Me lembro do ônibus do flamengo em que ginastas sofreram acidentes, ficando com sequelas gravíssimas!

    E o time???

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    Apaixonado pelo flamengo

    Hoje saiu a prisão coercitiva de vários membros da diretoria do flamengo. Acho isso uma vergonha e algo precisa ser feito com urgência. Joguei.minhas camisas no lixo e a taça libertadores perdeu todo o valor em nossas mãos.VERGONHA

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