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Um clássico dos contos de fadas

Matéria publicada em 1 de outubro de 2018, 09:00 horas

 


Editora Zahar lança as duas versões da história que virou um balé

Origens: As duas versões da mesma história (Foto: oquebranozes)

“O quebra nozes” é um conto de fadas que ficou famoso graças ao balé criado pelo compositor russo Tchaikovsky. Que foi dançado por celebridades como Mikhail Baryshnikov. Por trás desse clássico da dança existe um conto de fadas que agora ganha uma nova edição no Brasil graças a coleção clássicos da editora Zahar. O livro tem as duas versões da história, a original de Hoffmann e a versão do francês Alexandre Dumas, que dizem foi a que inspirou Tchaikovsky.

A história envolve uma menina solitária, numa casa sombria, na véspera do Natal. Marie, a menina, fica encantada com um quebrador de nozes em formato de boneco que chega junto com os presentes. Ela coloca o boneco no armário de brinquedos, mas a meia noite acorda com ruídos estranhos.

Assustada ela vê seu padrinho, o inventor Drosselmeier agachado em cima do grande relógio de parede. Enquanto um exército de camundongos invade a sala, comandados por um rei de sete cabeças, contra eles os brinquedos saem do armário e iniciam uma batalha chefiados pelo boneco quebra-nozes. Começa então uma aventura onde Marie oscila entre a realidade e o sonho e visita reinos mágicos, cheios de feitiços, perigos e descobertas deliciosas. A versão brasileira teve dois tradutores. André Telles, que se ocupou do original francês de Alexandre Dumas e Luís Krausz que se ocupou do texto em alemão.

O livro vem com 200 ilustrações originais da época e uma apresentação da pesquisadora e especialista em contos de fadas Priscila Mana Vaz. A história foi transformada num filme da Disney, cheio de efeitos especiais, com a Keira Knightly e a Mackenzie Foy (aquela menininha do “Interestelar”), que deve estrear em dezembro.

Quem já viu o balé, e certamente vai ver o filme, tem uma oportunidade de conhecer as versões literárias. O livro é em capa dura e custa em torno de quarenta reais. A história tem uma certa semelhança com “Alice no país das maravilhas” já que envolve uma menina que é transportada para reinos mágicos. E tem também aquele toque sinistro característico da maioria dos clássicos do gênero.

 

Jorge Luiz Calife
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