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Uma história interessante do ar que respiramos

Matéria publicada em 19 de agosto de 2019, 07:00 horas

 


“O último suspiro de César” é o novo livro científico de Sam Kean

Jorge Luiz Calife

A substancia fundamental para a vida
(Foto: CapasuspiroAr)

A ciência está cheia de histórias interessantes das estrelas, dos dinossauros, do clima e dos homens que estudam e estudaram tudo isso. “O último suspiro de César” é o novo livro do escritor científico Sam Kean que aborda um assunto incomum, a história do ar que respiramos. Afinal a atmosfera da Terra também evoluiu ao longo de milhões de anos e nem sempre teve a composição e o aspecto que conhecemos.

“O último suspiro de César” liga o ar ao assassinato do líder romano no ano 44 a.C. O ar que César respirou ainda circula por aí. As moléculas não se perdem e possuem uma existência quase eterna. “A cada respiração inalamos a história do mundo. “O último suspiro de César” continua por aí e nós estamos inalando parte dele agora. Dos sextilhões de moléculas que entram e saem dos nossos pulmões, neste exato momento, algumas podem ter traços do perfume usado por Cleópatra, de partículas exaladas por dinossauros, ou emitidas por bombas atômicas e até mesmo vestígios da poeira de estrelas oriunda da criação do Universo.

Buscando as origens e os ingredientes da nossa atmosfera, Sean Kean revela como a alquimia do ar remodelou continentes, conduziu o progresso humano, propiciou revoluções e continua a influenciar tudo o que fazemos. O ar é invisível e geralmente sem cheiro, mas sem ele morreríamos em poucos minutos. Um problema enfatizado pelas viagens espaciais, onde os astronautas só sobrevivem porque levam estoques de ar engarrafado em suas jornadas por ambientes onde o ar não existe.

O ar que conhecemos, feito em boa parte de nitrogênio e oxigênio, é um resultado de milhões de anos de erupções vulcânicas e atividade da biosfera. Se uma pessoa pudesse voltar no tempo, para a Terra primitiva, de bilhões de anos atrás, morreria asfixiada. Porque o ar daquela época era irrespirável. Foi a fotossíntese produzida por algas verdes e outras plantas que produziu o oxigênio e tornou nossa atmosfera adequada para formas de vida como nós, seres humanos.

“O último suspiro de César” é da editora Zahar e custa 79 reais.


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