Vacinação contra o HPV: o que muda com a aplicação da dose única

Iniciativa segue nota técnica do Ministério da Saúde e recomendações das organizações Mundial da Saúde (OMS) e Pan-Americana (Opas)

by Agatha Amorim

Estado do Rio – A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) está adotando a nova estratégia do Ministério da Saúde  da vacinação em dose única contra o vírus HPV, causador do câncer de colo do útero e de pênis, entre outros tipos de doença. A iniciativa segue as recomendações mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

De acordo com estudos, a vacinação pode reduzir em até 87% as taxas de câncer de colo do útero. O público-alvo da vacinação são meninos e meninas de 09 a 14 anos.

Diante da mudança na aplicação da vacina de duas doses para dose única, técnicos da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde (Subvaps) tiram as dúvidas mais frequentes sobre o tema.

 

Por que houve a mudança da vacinação do HPV para dose única?

De acordo com o Ministério da Saúde, diversos estudos realizados mostram evidências robustas de que uma dose da vacina HPV, pode fornecer proteção igual a duas ou três doses (a depender da idade), em áreas com altas coberturas vacinais.

Segundo a OMS, a adoção da dose única, para a faixa etária de 9 a 20 anos de idade traria as seguintes vantagens: uma maior adesão à vacinação, aumento da cobertura vacinal e oportunidade para a inclusão de outros públicos prioritários, melhor logística e facilitação da introdução da vacina HPV em programas de imunizações nos países de média e baixa renda, e aceleração da eliminação do câncer de colo do útero, não só no Brasil, mas em nível mundial.

 

Crianças e adolescentes que receberam a primeira dose precisam se vacinar novamente?

A orientação é que a vacinação seja em dose única para todas as pessoas dentro dessa faixa etária, quem já tomou pelo menos a primeira dose, já está imunizado contra o HPV.

 

Adultos também podem se vacinar contra o HPV?

Adultos com imunocomprometimento, entre elas pessoas com HIV, transplantados e outras condições específicas, além de vítimas de violência sexual, podem receber a vacina pelo SUS até os 45 anos.

 

Quais são os principais sintomas de HPV?

Os principais sintomas de infecção pelo HPV são o aparecimento de verrugas na região genital (pênis ou vagina) e no ânus, conhecidas popularmente como “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de crista”. Podem ser únicas ou múltiplas, de tamanhos achatadas ou elevadas e sólidas. Em geral são assintomáticas, mas podem causar coceira no local. Essas geralmente não são causadoras de cânceres. Além disso, existem lesões que são subclínicas (não visíveis ao olho nu) que podem também ser encontradas na região genital e ser desenvolvidas por tipos de HPV de baixo e alto risco para desenvolver câncer. É importante alertar que para um diagnóstico preciso é necessário a realização de exames clínicos e laboratoriais.

 

E como é o tratamento para quem adquiriu HPV?

O tratamento contra o vírus do HPV é químico, cirúrgico ou com estimuladores da imunidade. Pode ser domiciliar, a partir da auto aplicação de medicamentos específicos ou ambulatoriais. O procedimento consiste na destruição das lesões. Independente de realizar o tratamento, as lesões podem desaparecer, permanecer inalteradas ou aumentar em número e/ou volume. As pessoas infectadas e suas parcerias devem retornar ao atendimento médico, caso identifique novas lesões.

 

Prevenção

O uso de preservativo (camisinha) nas relações sexuais é outra importante forma de prevenção do HPV. Contudo, o seu uso, apesar de prevenir a maioria das IST, não impede totalmente a infecção pelo HPV, pois muitas vezes as lesões estão presentes em áreas não protegidas pela camisinha (vulva, região pubiana, períneo ou bolsa escrotal). A camisinha feminina, que cobre também a vulva, é mais eficaz para evitar a infecção, se utilizada desde o início da relação sexual.

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