>
quinta-feira, 18 de agosto de 2022 - 06:37 h

TEMPO REAL

 

Capa / Nacional / Velório de Marília Mendonça nesta tarde deve receber 100 mil pessoas

Velório de Marília Mendonça nesta tarde deve receber 100 mil pessoas

Matéria publicada em 6 de novembro de 2021, 15:04 horas

 


Familiares, amigos e fãs se despedem da cantora neste sábado (Foto: Redes Sociais)

Rio – O velório de Marília Mendonça, aberto ao público entre 13h e 16h, deve receber na tarde de hoje (6) 100 mil pessoas segundo estimativa do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Para atender a esse volume de fãs, foi cedido o Goiânia Arena, um ginásio ao lado do estádio Serra Dourada. Segundo informou a assessoria da artista, o sepultamento, às 17h30, contará com a presença apenas de familiares.

Também será velado no Goiânia Arena o corpo de Abicieli Silveira Dias Filho, seu tio e assessor. Eles sofreram um acidente de avião ontem (4), quando se deslocavam para a cidade de Caratinga (MG) onde a cantora faria um show à noite. Todos os cinco tripulantes morreram. Além da artista e de seu tio, estavam na aeronave seu produtor Henrique Ribeiro, o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o co-piloto Tarciso Pessoa Viana.

“Peço calma e respeito à sinalização para que todos possam dar o seu adeus. Previsão inicial de até 100 mil pessoas passando pelo local”, postou nas redes sociais o governador Ronaldo Caiado.

Nascida na cidade de Cristianópolis (GO) e criada em Goiânia, Marília Mendonça começou a compor aos 12 anos e é autora de canções que foram gravadas por diversas duplas sertanejas famosas como Henrique e Juliano, Jorge e Mateus, Maiara e Maraísa e César Menotti e Fabiano. Em 2015, aos 20 anos, ela decidiu seguir a carreira de cantora e seu sucesso foi meteórico: Devido às músicas abordarem temas como amor, traição e dor de cotovelo, ela foi coroada pelo público como a “Rainha da Sofrência”.

Em 2019, Marília Mendonça recebeu o prêmio de melhor álbum de música sertaneja no Grammy Latino. No Instagram, são quase 40 milhões de seguidores. Na plataforma Spotify, é a artista brasileira mais seguida e ocupa a 41ª posição mundial: mais de 18,5 milhões de fãs acompanham sua conta. Ela supera referências internacionais como Beatles, Katy Perry e Michael Jackson.

Sua morte comoveu a comunidade de artistas e também diversas autoridades brasileiras, que deixaram mensagens de pesar nas redes sociais. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, decretou luto oficial de três dias. A cantora deixa seu filho Léo, que fará dois anos no próximo mês. Ele é fruto de seu relacionamento com o cantor Murilo Huff, de quem se separou em setembro deste ano. “Eu ainda não tenho palavras que consigam expressar a dor que eu sinto no peito agora, mas passo aqui para agradecer à todas as mensagens de apoio e preocupação comigo e com o Léo”, escreveu Huff, nas redes sociais.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão do Comando da Aeronáutica, foi acionado para investigar as causas do acidente e uma equipe saiu do Rio de Janeiro para periciar o local da queda. O avião bimotor de pequeno porte, do modelo Beech Aircraft, caiu nas pedras de uma cachoeira no distrito de Piedade de Caratinga, no município de Caratinga. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 15h30 para atender a ocorrência. Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a aeronave estava em situação regular e tinha autorização para fazer táxi aéreo.

Hoje, pouco antes das 9h, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que estava fazendo a escolta dos corpos de Marília Mendonça, Abicieli e Henrique até o aeroporto de Ubaporanga, cidade vizinha à Caratinga. “Dois seguem para Goiânia e o terceiro para Salvador”, informou a instituição. Já às 11h, a Polícia Civil anunciou que o Instituto Médico Legal (IML) liberou os corpos do piloto e do copiloto. Eles estão sendo escoltados até o aeroporto para que prossigam até Brasília.

O policial civil e delegado regional de Caratinga, Ivan Sales, disse que um inquérito foi instaurado nesta manhã e as investigações prosseguirão com a oitiva de testemunhas e a juntada dos laudos. “A equipe da Cenipa já chegou em Caratinga. Uma equipe da Polícia Civil, composta por um delegado e um perito, vai acompanhá-la. Eu e o inspetor vamos no deslocar ao local do acidente para dar continuidade às investigações.”

Na noite de ontem (5), a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), estatal mineira responsável pela transmissão e distribuição de energia no estado, divulgou uma nota com informações sobre o acidente e manifestando solidariedade aos familiares das vítimas. “A Cemig informa que o avião bimotor que transportava a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas atingiu um cabo de uma torre de distribuição da companhia no município de Caratinga”, diz o texto.

Questionado sobre essa informação, o delegado Sales pontuou que, morando há 28 anos em Caratinga, não tem conhecimento de reclamações sobre problemas com a fiação elétrica. “Nunca ouvi nenhum comentário de piloto amigo ou de proprietário de avião nesse sentido. O que eu sei e podemos afirmar é que o aeroporto não é balizar, então por isso não opera em horário noturno e com condições climáticas não favoráveis.”

Edição: Maria Claudia *
Fonte: Agência Brasil *


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

2 comentários

  1. 100 mil pessoas????

    Pandemia não acabou!

    Se aglomerem, fiquem sem máscaras e serão os próximos!

  2. Meus pêsames, mas ninguém vale mais do que ninguém, anônimo ou famoso todos virarmos pó de uma forma ou de outra.

    Não aglomerem !

    A pandemia está longe de acabar…
    4 de novembro de 2021 em 23:46
    Quando a gente vê uma tragédia de um acidente aéreo, estamos falando às vezes de 80 ou 100 mortos, mas num evento único, isolado”, pontua. “Seiscentas mil mortes acumuladas ao longo do tempo começam a entrar num entendimento de coisas que são ruins, mas passam a ser transparentes no nosso olhar e ficam incorporadas ao nosso dia a dia. Passamos a entender aquilo como normal”, acrescenta.

    Para a especialista, uma das formas de impedir que as perdas da pandemia sejam percebidas como algo “normal” é reforçar o entendimento de que a doença ainda está presente e de forma impactante.

    “A única forma que temos de tentar evitar [nos sentirmos anestesiados] é trazer sempre ao debate, trazer a lembrança, tentar humanizar e relembrar o quanto nós somos vulneráveis. O ser humano tem dificuldade de entender grandes números. Mesmo que tenhamos perdido 600 mil vidas, dói mais quando essa morte tem nome e sobrenome, quando é um famoso que a gente gosta”, ressalta.

    Hoje, quase um ano e meio após a declaração oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS) de situação de pandemia, no dia 11 de março de 2020, a pesquisadora também enfatiza a importância da manutenção de medidas de prevenção contra a doença.

Untitled Document