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Volta Redonda lidera a geração de empregos no Estado do Rio em 2018

Matéria publicada em 23 de janeiro de 2019, 19:32 horas

 


Volta Redonda – Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) confirmaram as previsões de um resultado histórico na geração de empregos. Além de serem o primeiro resultado positivo para um ano desde 2014, os 2.295 postos de trabalho criados em 2019 fazem da cidade a líder absoluta de empregabilidade no Estado do Rio.

A indústria, com saldo positivo de 684, foi o setor que mais abriu oportunidades de trabalho, seguido por serviços (599) e comércio (491).

Em julho do ano passado, o prefeito Samuca Silva havia afirmado que, depois de um primeiro semestre em que a cidade tinha criado 440 postos e trabalho, esperava que a segunda metade do ano fosse ainda melhor.  Os dados se confirmaram e entre julho e dezembro Volta Redonda ganhou mais 1.855 empregos com carteira assinada.

O prefeito também lembrou, em julho, que a cidade passou por mudanças que melhoraram o ambiente de negócios e permitiram que as empresas gerassem mais empregos. Isso se refletiu, inclusive, na maior geração de postos de trabalho na indústria.

– A economia do Brasil mudou nesses últimos anos, e as condições hoje, se não são ideais, são melhores do que em 2015 e 2016, mas também foi preciso mudar o ambiente de negócios em Volta Redonda, criando na cidade uma ecologia favorável ao empreendedor. Tornamos  o processo de registro das empresas muito mais simples, abrimos canais constantes de diálogo com as entidades que representam os empresários e passamos a ter na CSN, maior empregadora e maior geradora de arrecadação na cidade, um interlocutor com quem se conversa com respeito e boa vontade, em vez de um adversário com quem só se interage através do Judiciário – disse Samuca.

No Brasil

O Brasil encerrou 2018 com saldo positivo de 529,5 mil empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (23) pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Esse foi o primeiro saldo positivo desde 2014, quando houve geração de 420,6 mil empregos formais. As informações são de reportagem de Kelly Oliveira para a Agência Brasil

O setor que gerou o maior saldo positivo de empregos formais foi o de serviços, com 398,6 mil, seguido pelo comércio (102 mil). A administração pública foi a única a registrar saldo negativo, 4,19 mil. De acordo com a secretaria, essas demissões no serviço público devem ter ocorrido pela restrição fiscal em estados e municípios e são referentes apenas a trabalhadores celetistas.

São Paulo foi o estado que mais gerou empregos (146,6 mil), seguido por Minas Gerais (81,9 mil) e Santa Catarina (41,7 mil). Os maiores saldos negativos foram Mato Grosso do Sul (3,1 mil), Acre (961) e Roraima (397).

Reforma Trabalhista

Com relação às mudanças introduzidas pela nova lei trabalhista, no acumulado do ano, o Caged registrou 163,7 mil desligamentos por acordo entre empregador e empregado.

Na modalidade de trabalho intermitente, em que o empregado recebe por horas de trabalho, o saldo positivo de geração de empregos superou 50 mil, a maioria no setor de serviços (21,8 mil).

O trabalho parcial registrou saldo positivo de 21,3 mil de contratos de trabalho.

No total das duas modalidades, cerca de 3 mil trabalhadores tinham mais de um contrato de trabalho.

De acordo com o diretor de Emprego e Renda do Ministério da Economia, Mário Magalhães, o trabalho intermitente e parcial foram responsáveis por 9,7% do saldo total de empregos formais em 2018.

Salário

O salário médio de admissão em dezembro de 2018 ficou em R$ 1.531,28 e o de demissão, R$ 1.729,51. Em termos reais (descontada a inflação), houve crescimento de 0,21% no salário de admissão e perda de 1,39%, no de desligamento, em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

O secretário do Trabalho, Bruno Dalcolmo, reconheceu que “ainda é bastante pequeno” o crescimento real do salário de admissão. Segundo ele, o aumento do salário em período de retomada da economia é gradual. “Os salários tendem a demorar um pouco para subir”.

Segundo ele, na retoma da econômica, após período de recessão, primeiro há aumento da informalidade, depois vem a contratação com carteira assinada e só então, os salários passam a subir gradualmente.

Dezembro

De acordo com a secretaria, em dezembro, devido às características habituais do período para alguns setores, houve retração no mercado formal. A queda no mês ficou em 334,4 mil postos, resultado de 961,1 mil admissões e 1,2 milhão de desligamentos.

No mês, apenas o setor de comércio registrou saldo positivo (19,6 mil postos). A indústria da transformação foi o setor que registrou a maior retração (118 mil), seguida serviços (117,4 mil) e construção civil (51,6 mil).

Segundo Magalhães, em dezembro, a indústria costuma demitir, depois de atender a demanda de final de ano do comércio. “A agropecuária está em período de entressafra”, acrescentou. Ele citou ainda que no setor de serviços, o peso maior é os segmentos de ensino, com demissão de tralhadores temporários tanto na iniciativa privada quanto na pública. “Apenas o comércio que ainda pode permanecer contratador. Construção civil tem período de chuvas, com suspensão dessas atividades de obras”.

 


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8 comentários

  1. Avatar

    Só se forem os famigerados cargos comissionados.Isso bomba no governo Samuca.

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    Se for verdade, não é nenhum mérito. É obrigação de todo gestor público cultivar um ambiente para o crescimento econômico e social. Combater a corrupção e parar de blablabla seja na esfera municipal, estadual ou federal.

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    É claro que fiquei indignado com essa matéria, isso ultrapassou todos os limites da tolerância do povo de Volta Redonda, pois nos últimos seis anos só vimos pessoas serem demitidas e ficarem deprimidas! De repente surgem centenas de empregos! Muita felicidade para os desempregados volta redondenses!
    Valeu Samuca!

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    A questão dos salários, como ficou ? Cadê a mídia ? Cadê senso ? Será IBGE que os trabalhadores viraram escravos ? Acredite que foram essa filosofia ..

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    é serio isso?? a empresa q mais ta contratando a Youtility Call Center ja é campea em processos trabalhistas na cidade. ESTAO FICHANDO AS PESSOAS A BAIXO DO SALARIO MINIMO !!

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      Empresa completamente despreparada. Além de contratar com salário abaixo do mínimo, atrasam pagamento e quando o fazem, está errado. Carteiras de trabalho foram simplesmente perdidas no local. Ninguém sabe onde foram parar depois que a empresa ficou com as mesmas por mais de 5 meses!!!

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