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Votação para conselheiro tutelar no Rio é suspensa por dificuldades técnicas

Matéria publicada em 5 de outubro de 2015, 09:29 horas

 


Rio de Janeiro – A votação para representantes dos conselhos tutelares no Rio de Janeiro foi suspensa, por volta das 13h de ontem (4), por dificuldades técnicas relacionadas à infraestrutura de transmissão de dados no sistema eleitoral. Durante toda a manhã deste domingo, cariocas reclamaram da demora para registrar o voto e longas filas se formaram nos colégios eleitorais. Ao todo, haviam 160 pontos de votação espalhados pela cidade. O processo de escolha de conselheiros no Rio é informatizado e depende da internet para que o voto seja registrado. As informações são da Agência Brasil.

A data do novo pleito ainda não foi marcada e, de acordo com o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, José Monteiro Pinto, será definida hoje (5). “As eleições foram suspensas por uma questão de infraestrutura. Nós vamos nos reunir amanhã para marcar uma nova data com outro sistema”, afirmou.

O presidente da Associação dos Conselheiros Tutelares do Rio de Janeiro, Juarez Filho, classificou a situação como caótica.

– Nós pedimos a suspensão. A logística não estava funcionando. As informações não estavam chegando no processador do sistema. Aí foi este caos. Quando deu meio dia, apenas três mil pessoas haviam votado. A expectativa era de 150 mil votos no processo – disse Juarez.

No Colégio Celestino da Silva, no centro do Rio, ao longo de quatro horas de votação, apenas 12 eleitores – dos mais de 70 que compareceram ao local – conseguiram registrar o voto. A aposentada Rosestélia Maria dos Santos, 71 anos, chegou cedo e reclamou da demora.

– Muito difícil, lento, pulei de cadeira várias vezes para concluir a votação. Fiquei esperando duas horas do lado de fora e depois foram mais 40 minutos por lentidão no sistema – afirmou.

A auxiliar de enfermagem Vera Lúcia da Silva, 61 anos, espera uma nova data para poder participar da escolha dos representantes do conselho tutelar.

– Eu vim para votar, conheci uma pessoa, achei a proposta dela interessante, mas cheguei aqui e a moça disse que os computadores não estão funcionando. Agora tenho que aguardar a nova data. Podiam ter avisado antes – afirmou.

A eleição é organizada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, que faz parte da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e tem a fiscalização do Ministério Público Estadual.

De acordo com o Ministério Público, no restante do estado não houve problemas durante as eleições. O MP continua recebendo denúncias sobre irregularidades no pleito pelo telefone 127 ou através do site.


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