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CSN reporta prejuízo de R$ 871 milhões

Matéria publicada em 23 de outubro de 2019, 23:03 horas

 


Número se refere ao terceiro trimestre do ano e empresa atribui resultado a atualização do valor de ações e despesas com hedge

Apesar do prejuízo líquido registrado, CSN tem lucro operacional no terceiro trimestre

Volta Redonda e São Paulo – A CSN divulgou, na noite desta quarta-feira (23/10) os resultados referentes ao terceiro trimestre de 2019. No período, a empresa teve um prejuízo líquido de R$ 871 milhões, atribuído à variação cambial e da atualização de ações a valor justo registrada no balanço. Entre os indicadores operacionais, a receita líquida no terceiro trimestre deste ano totalizou R$6,006 bilhões, sendo 3% e 13% inferior ao auferido no mesmo trimestre do ano passado e no trimestre anterior, respectivamente. A queda se deu principalmente pelo menor volume de vendas de aço no mercado externo e realizações de preços menos favoráveis na mineração.
No terceiro trimestre deste ano, o custo dos produtos vendidos somou R$4.370 milhões, 2% inferior ao trimestre anterior. Em comparação a esse período, a siderurgia apresentou redução nos custos em função do menor volume de vendas no mercado externo, enquanto a mineração apresentou queda pela redução do volume comercializado no mercado interno. A expectativa para o próximo trimestre é de queda no custo de produção, devido à retomada do Alto-Forno 3.
O lucro bruto totalizou R$1,636 bilhão, redução de 33% em relação ao trimestre anterior. A margem bruta caiu 8,4 pontos percentuais frente a registrada no segundo trimestre, passando para 27,2% no terceiro trimestre deste ano, devido principalmente à redução de receitas.
Já as as despesas gerais e administrativas totalizaram R$137 milhões e as despesas com vendas totalizaram R$430 milhões, estáveis em relação ao segundo trimestre.
A CSN informou ainda que, no terceiro trimestre, fez investimentos de R$ 405 milhões no setor de siderurgia, principalmente na parada do Alto-Forno 3.
Fora da área operacional, a conta de outras receitas (despesas) líquidas atingiu valor negativo de R$863 milhões advindo principalmente de itens não ligados ao caixa, como atualização de ações a valor justo e das despesas de realização do hedge accounting.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$840 milhões, acima do 2T19 em função da variação cambial com efeito negativo no resultado. As despesas financeiras permaneceram estáveis em relação ao trimestre anterior, atingindo R$672 milhões.

Setores

O setor de siderurgia respondeu por 53% da receita líquida da CSN, enquanto o setor de mineração teve 37%. Logística gerou 7%, Energia, 1% e Cimentos, 3%. A diferença em relação á soma esperada de 100% se deve à aproximação das casas decimais.
No que diz respeito à geração de caixa, Mineração ficou com 82%, Siderurgia, com 6%, Logística, com 11% e Cimentos e Energia, com 1% cada.

 

ANTT propõe declarar caducidade de contrato da Transnordestina

Brasília – A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou nesta quarta (23) no Diário Oficial da União decisão propondo ao governo federal a declaração da caducidade do contrato de concessão da Ferrovia Transnordestina Logística S/A (TLSA), pertencente ao Grupo CSN. A caducidade pode a acarretar a extinção do contrato de concessão e é decretada, entre outros pontos, por descumprimento de cláusulas contratuais.
Com 1.753 km de extensão, a ferrovia passa por 81 municípios do Piauí, do Ceará e de Pernambuco, partindo de Eliseu Martins, no Piauí, em direção aos portos do Pecém, no Ceará, e de Suape, em Pernambuco.
A ANTT acolheu as recomendações de um relatório de uma comissão processante que verificou o descumprimento de obrigações contratuais relativas ao trecho chamado de “Malha I”, com 495 km de extensão.
As obras para a construção da ferrovia começaram em 2006. O orçamento inicial foi de R$ 4,5 bilhões, subindo posteriormente para cerca de R$ 7,5 bilhões e chegando a mais de R$ 11 bilhões.
Na decisão publicada nesta quarta-feira, a ANTT determinou ainda que uma de suas superintendências apure o valor de “eventual indenização cabível” à TLSA.

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

 


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3 comentários

  1. Com o AF-3 parado, é natural que tenha havido menos vendas no período e, consequentemente, menos lucro…

  2. Adeus acordo de turno,como sempre toda vez que o trabalhador sonha em ganhar uma merreca a mais surgem essas noticias por parte da empresa.

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