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Corpo de mulher morta a tiros no bairro Aero Clube é sepultado

Matéria publicada em 22 de novembro de 2019, 11:32 horas

 


Varias pessoas compareceram ao sepultamento de Sirlene (Foto: Dicler de Mello e Souza)

Volta Redonda – O corpo de Sirlene Ferreira de Lacerda, de 38 anos, foi sepultado na manhã desta sexta-feira (22), no Cemitério Municipal de Volta Redonda, no bairro Retiro. Ela foi morta no dia anterior com um tiro na cabeça, quando chegava para trabalhar na cantina de uma escola na Avenida Ministro Salgado Filho, no Aero Clube. Ferida, a vítima perdeu o controle da direção do Corsa que dirigia, batendo num muro e árvore.

O ex-namorado da mulher, Elias Paulo Ferreira, de 37 anos, junto com Elder Moreira Silva, de 34 anos, foram presos na quinta-feira (21). Eles são suspeitos de autoria do crime. Segundo o delegado titular da 93ª DP (Volta Redonda), Wellington Vieira, Elias não se conformava com o fim do relacionamento do casal e que, por isso, planejou matar Sirlene.

O enterro foi acompanhado por vizinhos e parentes da vítima. Sirlene era separada e deixa um filho, um rapaz de 18 anos, que está servindo o Exército, em Resende, e uma filha de 16.  A família mora no bairro Verde Vale, onde Sirlene cresceu, assim como Elias e Elder.

Um tio de Sirlene, o mecânico Paulo da Silva, de 54 anos, que estava ao enterro, reconheceu como sendo de Elias, a moto usada por ele e o comparsa no dia do crime.  Os dois aparecem num vídeo, montados no veículo, chegando ao local para matar a vítima. Segundo Paulo, Elias costumava pilotar a moto pelo bairro.

– Por coincidência ontem (21/11), passei de carro pelo local do crime e vi o Corsa batido. Eu, porém, não identifiquei o veículo como sendo de Sirlene. Apenas quando cheguei no meu serviço, um colega de trabalho contou o que tinha ocorrido com a minha sobrinha – disse Paulo, acrescentando que ao depor na delegacia, um policial perguntou, se Sirlene tinha evolvimento com drogas. A indagação segundo o mecânico, foi feita pelo fato da vítima morar em um bairro dominado pelo tráfico de drogas.

–  Minha sobrinha era uma pessoa trabalhadora e honesta.  Ela criou os filhos praticamente sozinha – disse Paulo.

Sirlene foi morta com tiro na cabeça (crédito: Polícia Civil)

Vizinhos da vítima se mostraram surpresos com a atitude de Elias, considerado por eles, como uma pessoa tranquila. No entanto, disseram que Sirlene contou a alguns moradores, que Elias era violento e que batia nela. Fato que a levou  fazer um registro de agressão na Delegacia de  Atendimento a Mulher (Deam), de Volta Redonda.

–  Sirlene tinha terminado o namoro com Elias há cerca de três anos. Mesmo assim, ele não se conformava com a separação do casal. Ele não a esqueceu, mesmo porque, morava no mesmo bairro e seguia  sempre a ex-namorada – disse uma vizinha, que pediu para não ser identificada, por temer represália.

Sirlene foi descrita como uma pessoa trabalhadora e alegre, pelo pedreiro e vizinho, Edson Ferreira dos Santos, de 48 anos. Já o também vizinho, Paulo Antônio Soares, de 62 anos, disse que viu a vítima crescer e que ela era uma boa mãe.


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