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Postos de saúde da região continuam sem receber vacina pentavalente

Matéria publicada em 6 de outubro de 2019, 10:20 horas

 


Enquanto aguardam entrega feita pelo Governo Federal, prefeituras estão reagendando vacinação

Vacina que protege contra vários problemas de saúde está em falta em todo país
(Foto: Divulgação)

Sul Fluminense- Enquanto aguardam uma resolução do Ministério da Saúde, responsável por garantir o abastecimento de vacinas no país, os postos de saúde das cidades do sul fluminense continuam com seus estoques da Pentavalente praticamente zerados. E o pior: sem indicação de prazo para a regularização da situação. A vacina deve ser aplicada aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida dos recém-nascidos, protegendo contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a meningite causada pela bactéria Haemophillus influenzae.

Em Volta Redonda, a Secretaria Municipal de Saúde informou que aguarda o abastecimento da vacina pentavalente, mas que pelos contatos feitos até o momento não há previsão de chegada do material. Enquanto isso, as unidades de saúde estão realizando acolhimento em uma lista de espera para realizar a busca ativa das crianças que estiverem em atraso da respectiva vacina.

Já a prefeitura de Barra Mansa, através da Secretaria de Saúde, informou que a falta da vacina pentavalente é uma realidade nacional. Assim, o município também está inserido nesse contexto. A secretaria esclareceu ainda que até o mês de setembro, o setor de imunização trabalhou com o estoque residual da vacina. Informou ainda que, apesar das solicitações realizadas junto ao Governo do Estado, até o momento não há indicação de prazo para a regularização da situação.

Em Resende, a Prefeitura informou que o Ministério da Saúde é o único órgão legal responsável para realizar a aquisição de vacinas no país. Com isso, a falta da vacina na cidade também é uma realidade e a medida adotada diante desse quadro é promover o reagendamento da imunização. O mesmo se repete em Itatiaia, onde a Secretaria de Saúde informou que aguarda “a normalização dos estoques e torce para que isso ocorra o mais rápido possível”. Enquanto isso, os postos de saúde estão aplicando as demais vacinas do Esquema Básico e registrando os dados de quem não recebeu a pentavalente para uma convocação logo que as doses chegarem ao município. De acordo com a coordenadora de Imunização, Andrea Millen, não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente em todo o país. “A população não deve deixar de buscar as demais vacinas e atualizar o calendário de seus filhos”, disse.

Interrupção da vacina deixa mães
de recém-nascidos apreensivas

Apesar do Ministério da Saúde afirmar que a normalização da distribuição da vacina pentavalente deve ocorrer a partir de novembro, pais e mães de recém-nascidos estão preocupados com a demora. A crise no abastecimento não começou agora e alguns bebês não tomaram sequer uma dose do produto que pode salvar vidas.
De acordo com a engenheira civil de Pinheiral, Carolina Correa de Souza, mãe da Luíza, de apenas seis meses, o seu bebê só tomou a primeira dose da vacina, aplicada quando a menina tinha dois meses. Com isso, faltam ainda mais duas doses. “Já entrei em contato com postos de saúde de Piraí, Volta Redonda e Barra Mansa, mas nenhum tem a vacina. Sou de Pinheiral e lá já fui a todos os postos de saúde. Liguei para a Secretaria de Saúde de Pinheiral e me informaram que a previsão deles é para outubro. As vacinas que acompanham a Pentavalente já foram dadas e estou aguardando, mas muito preocupada com a normalização da distribuição para terminar as doses que faltam”, lamentou.
Quem também está cansada de procurar sem sucesso a vacina Pentavalente é a advogada Camila, moradora de Volta Redonda e que frequenta o posto de saúde da Vila Mury. Ela resolveu optar pela vacinação particular. “A minha filha está com sete meses e há 15 dias resolvi vaciná-la numa central de vacinação particular em Niterói”, disse.

Central de vacinação particular
registra aumento de 50% em VR

De acordo com técnico em enfermagem Artur Fernandes, proprietário de uma central de vacinação no bairro Niterói, normalmente quando começa a faltar vacina na rede pública, a rede particular tem a tendência de acabar o seu estoque também.
– No nosso caso, ainda temos vacinas hexavalente, que é a equivalente a pentavalente na rede particular, sendo que imuniza seis tipos de doenças diferentes. A procura por ela aumentou em 50% depois que começou a faltar na rede pública – disse.
Segundo Artur, há três meses que a pentavalente está em falta no Brasil, após ser reprovada em testes de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde e em análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O Brasil produz a vacina para a rede pública, mas a sua produção não é suficiente. A falta desta vacina em longo prazo pode acarretar o retorno da doença coqueluche em crianças abaixo de seis meses. Já a versão particular da vacina, a hexavalente. varia de preço dependendo do local, mas atualmente gira em torno de R$ 330”, destaca.


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2 comentários

  1. Avatar
    Bozzolino contra a vontade

    Kkkkkkk Faz arminha e chama o Bozzo.

  2. Avatar

    É melhor jair se arrependendo!!

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