quarta-feira, 13 de novembro de 2019

TEMPO REAL

 

Capa / Cidade / Programa Peso Legal identifica obesidade no público infantil

Programa Peso Legal identifica obesidade no público infantil

Matéria publicada em 29 de setembro de 2019, 09:00 horas

 


Levantamento aponta que 97% das cerca de 270 crianças cadastradas no programa são diagnosticadas com o problema

Crianças devem se alimentar de maneira correta para evitar problemas de saúde

Barra Mansa- Segundo aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS), 41 milhões de crianças menores de cinco anos estão acima do peso. Os dados foram divulgados em meio à mobilização “Setembro laranja”, que tem por objetivo combater a obesidade infantil, um problema que preocupa as autoridades de saúde. Em Barra Mansa, onde a Secretaria Municipal de Saúde implantou o Programa Peso Legal Infantil, prevenir a obesidade em crianças é uma prioridade, uma vez que os índices levantados pelo programa são alarmantes.
No município, o Programa Peso Legal Infantil é voltado para atender crianças que apresentem quadro de desnutrição ou obesidade. No entanto, das 270 pessoas cadastradas, 97% são diagnosticadas com peso acima do ideal. Conforme explica a coordenadora de Doenças Crônicas da Secretaria de Saúde, Marina Monteiro, esses pacientes são encaminhados ao programa pela Unidade de Saúde do bairro, onde são assistidos através das ações do NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família), PSE (Programa Saúde na Escola) ou da própria ESF (Estratégia Saúde da Família).
Após o diagnóstico, a criança é encaminhada ao setor de Doenças Crônicas Não Transmissíveis e cadastrada do Programa Peso Legal Infantil, no qual dará início ao tratamento com a equipe multidisciplinar, composta por uma nutróloga pediatra, nutricionista, psicóloga, endocrinologista e técnica de enfermagem.
– Obesidade requer atenção em qualquer fase da vida, e na infância não é diferente. Uma vez diagnosticada com esse problema, a criança será assistida pelo setor até normalizar o peso e receber alta. Enquanto isso não acontece, a equipe se une para o melhor tratamento. Sabemos que o apoio familiar é de suma importância, principalmente por serem os responsáveis pela oferta da alimentação, por isso as consultas também são ofertadas aos pais e responsáveis, para que juntos possamos ter um resultado de sucesso – explicou a coordenadora, ao acrescentar que são realizadas consultas com a médica pediatra especialista em nutrologia infantil, nutricionista e psicóloga para os casos de necessidade, além de exames que possam traçar o plano de tratamento da equipe para a criança e seus familiares.

Causas da obesidade

Conforme explica Marina Monteiro, a obesidade é definida como um distúrbio nutricional e metabólico caracterizado pelo aumento de massa adiposa no organismo e, dentre suas diversas causas, têm-se maior ênfase na alta ingestão alimentar e no baixo nível de atividade física, principalmente como consequência cia da mudança no perfil nutricional da população em geral. Segundo ela, prevenir a doença, ainda na infância, é contribuir para uma vida adulta saudável de uma criança.
“Vale lembrar que a criança obesa tem como consequência a possibilidade de sua continuidade na idade adulta, o que acarreta em um aumento dos riscos à saúde como diabetes, hipertensão, câncer, entre outros. O estado de obesidade e de sobrepeso é uma condição clínica séria e prevalente, podendo se tornar o principal problema de saúde do século XXI e a primeira causa de doenças crônicas do mundo”, alertou a coordenadora.
De acordo com Mariana, a prevenção para obesidade infantil já se inicia na gestação, com bons hábitos alimentares aderidos pela mãe. Ela ressalta que o aleitamento materno é um dos pilares ao se falar de prevenção da obesidade, além da introdução de alimentos como frutas, legumes e verduras nos hábitos de vida da criança, assim como o estimulo a atividades físicas.
“É necessário ressaltar a importância da família para obtermos sucesso no tratamento dessas crianças. Além de serem exemplos, os pais precisam incentivar a prática saudável e não utilizar da comida como estratégia de compensação a falta de carinho, atenção ou tempo que passam com os filhos. Os responsáveis chegam ao consultório com o intuito da melhora, mas não podem se esquecer da sua importância nesse tratamento, pois são eles que levam o alimento para a casa e para mesa”, finaliza a coordenadora.


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)
Untitled Document