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Tom Hanks vai para a guerra, via internet

Matéria publicada em 20 de julho de 2020, 19:19 horas

 


‘Greyhound: Na Mira do Inimigo’ acabou no streaming devido a pandemia do coronavírus

Filmagens foram a bordo de destroyer canadense

Tom Hanks foi um dos primeiros atores de Hollywood a contrair o coronavírus. Ele se recuperou sem sequelas e está lançando seu novo filme de guerra, “Greyhound: Na Mira do Inimigo”. Não nos cinemas como ele esperava, mas via streaming pela AppleTV. O filme, que mostra a luta contra os submarinos alemães na Segunda Guerra Mundial, devia ter passado nos cinemas aqui da região no dia 10 de julho. Ou seja, na semana passada. Mas, com os cinemas fechados devido a Covid-19, a Sony Pictures adiou a estreia para janeiro de 2021. E, finalmente, resolveu disponibilizá-lo via AppleTV.

É a segunda vez que Tom Hanks faz o papel de um capitão de navio. A primeira vez foi em “Capitão Phillips”, aquele filme de 2013 sobre o cargueiro americano atacado por piratas da Somália. Agora, ele é um capitão da marinha de guerra que recebe a missão de comandar um contratorpedeiro de escolta, o Greyhound do título. O barco deve liderar a escolta de um comboio de navios que levam milhares de soldados e equipamentos para a Europa, no ano de 1942, no auge da Segunda Guerra Mundial.

Uma missão muito perigosa, já que os submarinos da Alemanha nazista ficavam a espera, no meio do oceano Atlântico, prontos para torpedearem qualquer navio aliado que tentasse passar. O filme é baseado em um romance do escritor C.S.Forester, um especialista em histórias sobre a guerra naval. Além de desempenhar o papel do capitão do contratorpedeiro, Hanks também escreveu o roteiro do filme. E parece ter estudado bem o assunto porque alguns dos detalhes técnicos do filme estão impecáveis.

Os lobos do mar atacam

Hollywood já produziu muitos filmes memoráveis sobre submarinos, mas nunca tinha abordado o trabalho difícil da escolta de comboios durante a guerra. Os alemães tinham a vantagem de poderem se esconder sob a água, espreitando o inimigo com seus periscópios e explodindo os navios com seus torpedos. Os comboios contavam com aviões para detectar os submarinos e uma nova invenção: O sonar. Um sistema de hidrofones supersensíveis que pode captar o ruído das hélices e dos motores dos submarinos inimigos. Mesmo assim, como o filme mostra muito bem, as ondas e a agitação da água do mar prejudicavam o trabalho do sonar.

Em “Greyhound” vemos o comboio de 32 navios sendo protegido por aviões Catalina no início da viagem. Mas, devido ao seu raio de ação limitado, os Catalinas só podiam acompanhar o comboio enquanto ele estava perto da costa. No meio do Atlântico a tarefa de proteger os navios ficava inteiramente a cargo dos destroyers, que é como os americanos chamavam seus contratorpedeiros. O navio do Tom Hanks é um típico destroyer da classe Fletcher, da qual existem muito poucos no mundo hoje em dia. Para conseguir um navio desses para as filmagens a equipe do filme teve que ir para o Canadá, onde a marinha canadense ainda tem um navio desse tipo, o HMCS Montreal. Com dez câmeras, a equipe do filme passou todo o mês de janeiro de 2018 a bordo do Montreal, enfrentando as ondas do Atlântico norte para conseguir boas imagens do navio em mares agitados.

Os navios formavam comboios para facilitar a escolta e a proteção durante a travessia do Atlântico. Mas, os alemães contra-atacavam com esquadras de submarinos, que eles chamavam de “matilha de lobos”. No filme o capitão do submarino alemão zomba do Tom Hanks através do rádio dizendo que “o lobo está faminto, ele vai pegar você”, o que é muito improvável. Afinal, os destroyers usavam as transmissões de rádio do inimigo para localizá-lo e a última coisa que um comandante de submarino desejaria seria revelar sua presença.

Apesar de alguns pequenos exageros o resto do filme é bem realista. Como os combates a curta distância onde os navios fazem curva fechada para se inclinarem para o lado, colocando seus canhões apontados para baixo de modo a atingir o submarino semisubmerso.

Tom Hanks atuou e escreveu o roteiro

Jorge Luiz Calife

 

 

 

 

 

 

 


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