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Pastoral do Empreendedor é o mais ‘novo braço’ da diocese regional

Matéria publicada em 3 de novembro de 2019, 09:10 horas

 


Grupo se reúne para estudar valores cristãos diante da realidade do mercado empreendedor

Grupo católico promove capacitações e também discute religião
(Foto: Divulgação)

Volta Redonda- Com a sua criação oficializada em agosto de 2019, a Pastoral do Empreendedor se tornou o mais recente braço da diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda junto à comunidade. Além disso, é uma das pioneiras no estado do Rio, que tem apenas uma outra pastoral do tipo em atividade, em Niterói, na região metropolitana.
Segundo o empresário e engenheiro florestal Mauro César Filho, atual coordenador diocesano da Pastoral do Empreendedor, um dos objetivos principais do grupo é levar o evangelho aos empresários e empresas. Além disso, o grupo pretende promover capacitações aos integrantes da pastoral. Como foi o caso em estudos de marketing, finanças, empreendedorismo, inovação, desenvolvimento humano, social e cooperativismo.
O coordenador ressaltou que a pastoral do empreendedor é direcionada a qualquer pessoa, seja autônoma, funcionário público, empresário, comerciante, ambulante ou líder de comunidade. Ou seja, qualquer pessoa que queira desenvolver seus negócios ou se desenvolver pessoalmente.
Também coordenador diocesano, Carlos Santos explicou que mensalmente os membros da pastoral se encontram na Cúria Diocesana para a capacitação.
– No primeiro mês, foi realizado um encontro com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) com 33 participantes, no qual foram abordados temas sobre empreendedorismo e inovação. O segundo encontro foi voltado para a doutrina social da Igreja, com foco em empreendedorismo. Já o terceiro encontro será realizado no dia 12 de novembro, às 19h, na Cúria, onde falaremos sobre marketing e empreendedorismo cristão – destacou.
Segundo Carlos Santos, atualmente a coordenação dessa nova pastoral é composta por cinco pessoas. “Eu e o Mauro César atuamos como coordenadores diocesanos. O padre Ronaldo Costa, de Porto Real, é o diretor espiritual e a analista de negócio do Sebrae, Bruna Marta Medeiros, atua na pastoral como secretária. Lembrando que atualmente a pastoral do empreendedor conta com cerca de 35 membros”, esclarece.
O empresário Mauro César ressaltou que a ideia da pastoral do empreendedor surgiu ao constatar certa carência da Igreja em se conectar com empreendedores. “Toda pastoral nasce de uma necessidade de um determinado grupo de fieis e foi exatamente isso que motivou a criação da nova pastoral na diocese”, disse.

Geração de empregos

Outro foco da pastoral do empreendedor, na opinião do coordenador diocesano Carlos Santos, é fomentar novos negócios, fomentar empregos e a economia. Isso, segundo ele, sem se descuidar do desenvolvimento humano, econômico e do lado religioso
– A vocação da Igreja é assistir pessoas e a Pastoral do Empreendedor veio como uma ponte para aumentar ainda mais a autonomia do fiel, colaborando com eles no mercado de trabalho, colaborando com a criação de novos negócios e na potencialização de negócios já existentes – explica.


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Um comentário

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    Nada contra a iniciativa, mas fico perplexo como a palavra “Empreendedor” está tão banalizada nesse país, basta a pessoa abrir um negócio, empresa, firma, seja lá o que for e já correm e dizem, o cara dona da empresa é empreendedor o que é uma afirmação leviana, ser empreendedor é inovar colocar no mercado algo que nunca foi visto antes e portanto novo, empreendedores famosos e grandes exemplos são Bill Gates, Steve Jobs, pois um inseriu algo novo no mercado e o outro tinha a percepção de compreender o que o mercado queria. Se vc abre um negócio pra fazer mais do mesmo ou pra revender, vc não é empreendedor é apenas um empresário e nada mais do que isso.
    É impressionante como a pluraridade de ideias nesse país se faz as coisas mais comuns e no meio dessa bagunça toda e confusão temos mentes doutoradas que só faz a confusão ainda maior. A verdade é que há muita gente, de todas as espécies, que nada sabem, mas contribuem com suas teorias a respeito de algo tão óbvio como ser um “verdadeiro empreendedor” coisa rara de se ver na prática.

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