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Inadimplência no comércio deve ser menor no segundo semestre

Matéria publicada em 21 de julho de 2019, 09:20 horas

 


Expectativa é das CDL’s (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Volta Redonda e Barra Mansa

Inadimplência costuma cair no segundo semestre após quitação de contas rotineiras
(Foto: Roze Martins)

Volta Redonda e Barra Mansa- O volume de consumidores com contas sem pagar cresceu 9% no primeiro semestre de 2019, na comparação com o final do ano passado. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) é a segunda menor variação nos atrasos, desde 2012, quando a inadimplência havia crescido 5,8% no primeiro semestre. Esse fator, conforme avaliam as CDL’s (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Volta Redonda e Barra Mansa, normalmente ocorre em função do maior volume de despesas dos consumidores nos seis primeiros meses do ano.
No entanto, a boa notícia é que para o segundo semestre a expectativa é de a situação será mais favorável para o setor, com o aquecimento das vendas. Conforme ressalta o presidente da CDL de Barra Mansa, Xisto Vieira, a inadimplência é sempre maior no primeiro semestre porque muitos consumidores acumulam resíduos de compras antigas, como uma série de impostos e gastos maiores como, por exemplo, com educação, matrículas, materiais escolares, entre outros. Segundo ele, os índices nacionais, que apontaram o crescimento da inadimplência também servem de comparativos para o município, dentro da realidade da região Sul Fluminense.
O presidente ressaltou que é normal o aquecimento das vendas, esperado para o segundo semestre, assim como a busca pelo cliente em saldar seus débitos. “Estamos confiantes no aquecimento da economia, tendo como parâmetro as últimas campanhas do varejo. Mas, acredito que um conjunto de ações favoreça as melhoras como: alternativas para atrair os consumidores, em ações como pequenas reformas na empresa e nas fachadas; a maior divulgação em mídias sociais, maior aproximação junto ao consumidor e mesmo a qualificação em atendimentos para que o cliente se sinta cada vez mais à vontade na loja”, ressaltou Xisto.
Conforme observa o presidente, em meio às dificuldades é que muitas das vezes a mudança favorece e talvez isso esteja tendo um reflexo positivo nos dias de hoje. “Tenho confiança de que o varejo continuará a se renovar cada vez mais para que mantenha sua força como um dos maiores geradores de emprego e renda em muitas cidades”, disse Xisto, ao acrescentar que o varejo como um todo foi afetado nos últimos anos, mas que os consumidores, apesar do desejo pelo consumo, precisaram frear e priorizar suas compras.
“Isso normalmente aconteceu em diversos segmentos, o comércio de Barra Manas que é um dos mais tradicionais da região foi afetado, mas continuamos a ter os clientes fieis que buscam pela qualidade nos produtos e um atendimento que possa satisfazê-lo. E, por isso, sempre reforçamos a ideia de que é resolver o problema, renegociar e, dessa forma, ter condições de voltar a comprar”, salientou o presidente. .
Para que esse acordo entre loja e consumidor seja possível, Xisto destaca que a CDL sempre divulga e orienta aos lojistas sobre a questão da renegociação de dívida, acreditando que isso seja melhor para negócio do empresário, que deve investir em ações de cobrança constantemente. “Agindo assim, o cliente sabe que a loja está atenta à dívida e que deseja ajudá-lo a recuperar o crédito. A CDL também orienta para que o empresário esteja aberto para negociar com inadimplentes com novos termos para o pagamento, que deverão ser aceitos por ambas as partes”, explicou Xisto, ao acrescentar que os clientes têm procurado as empresas para negociarem seus débitos.

Em Volta Redonda inadimplência ficou em 4% no semestre

Na maior cidade do Sul do Estado, o presidente da CDL, Gilson de Castro também associou a inadimplência do primeiro semestre às despesas de início de ano, no entanto, comemorou o fato do índice de pessoas negativadas está um pouco abaixo da média nacional, chegado perto da casa dos 4%, no primeiro semestre. De acordo com ele, isso mostra que os consumidores estão buscando renegociar para não ficar negativado e continuar tendo acesso ao crédito.
“A criação do Cadastro Positivo vem somar a essa melhora no índice de inadimplência. Isso porque uma vez que o consumidor passa a ter descontos quando está com as contas em dia. Aos pouco também temos visto uma melhoria na recuperação financeira, com mais empregos gerados e com isso, consideramos que qualquer redução na variação de atraso seja, sim, uma melhora da economia”, destacou o presidente, ao ressaltar que Volta Redonda é a cidade com maior número de estabelecimentos comerciais de varejo e serviço, sendo referência em diversidade do mix oferecido ao consumidor da região.
– A maioria das pessoas que vêm de fora compra no cartão ou à vista, por não ter um vínculo residencial na cidade. Por isso, é raro a inadimplência nesses casos. O volume de vendas no comércio de Volta Redonda é bem variável, sendo sazonal, de acordo com a demanda de cada período. O novo shopping e a abertura de outras lojas, assim como setor de gastronomia, que é muito procurado, vêm ajudando a manear o equilíbrio das vendas na cidade – avaliou o presidente.
Segundo ele, no município a CDL também orienta os comerciantes a entrarem em contato com o cliente que esteja em atraso, para que possa entender o motivo e oferecer uma renegociação de dívidas, dentro do orçamento e da realidade desse cliente, que seja boa para os dois lados. “Duas vezes ao ano, promovemos a campanha Nome Limpo, Crédito Forte, que visa estimular essa renegociação e sempre que há essa ação, vimos um aumento de 30% de recuperação do crédito. As pessoas têm buscado limpar o nome, principalmente, as de menor poder aquisitivo, porque elas não querem ficar sem ter acesso ao crédito”, afirma Castro.
Conforme ele explica, o primeiro passo para quem deseja limpar o nome dever ser procurar a CDL para realizar uma consulta e saber o estabelecimento onde está em débito. Com esse relatório, o consumidor deve procurar a loja onde está em atraso e renegociar, pedindo desconto nos juros e novo parcelamento. “Cada empresa tem suas linhas de renegociação com o cliente inadimplente, mas isso só pode se definido após esse contato entre cliente e empresa”, orientou o presidente.
Para finalizar, Castro disse estar otimista com a chegada dos segundo semestre, quando muitas pessoas já começam a pensar em ter crédito para as compras de final de ano. “Nossa expectativa é ótima, porque acreditamos que os primeiros seis meses são de recuperação e estabilização e os outros seis meses do ano voltado mais para o consumo, por causa de datas que geram vendas como o Dia das Crianças e Natal além do projeto Rua de Compras, que tem ajudando bastante”, concluiu o presidente.


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