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A volta dos zumbis e da Abigail Breslin

Matéria publicada em 24 de outubro de 2019, 08:40 horas

 


‘Zumbilândia: Atire Duas Vezes’ tem a ‘oscarizada’ Emma Stone no elenco; zumbis continuam a dominar o país

O circuito cinematográfico voltou à rotina de um filme de terror para adolescentes a cada semana. Felizmente esta semana temos um filme de terrir, aquela mistura de terror com humor, que satiriza os clichês do gênero. “Zumbilândia: Atire Duas Vezes” é uma continuação daquela comédia de 2009 sobre zumbis. O elenco inclui a ex-menina prodígio Abigail Breslin e a loira Emma Stone, que ganhou um Oscar em 2016 com o musical “La La Land: Cantando Estações”.
No filme anterior, um grupo de pessoas se unia para sobreviver a um apocalipse zumbi que tomava conta dos Estados Unidos. Agora, dez anos depois, essa família forçada está morando nas ruínas da Casa Branca quando surge uma nova ameaça.
Os zumbis continuam a dominar o país, mas agora aparece um novo tipo de zumbi evoluído, mais difícil de matar. A quem o herói Columbus (Jesse Eisenberg) chama de T-800 (ele é fã do Exterminador do Futuro). As coisas se complicam quando Little Rock (Abigail Breslin) resolve fugir de casa com um namorado, e a turma, liderada pelo atirador Tallahassee (Woody Harrelson) precisa ir atrás dela. Ao grupo se une uma loira biruta que ninguém sabe como sobreviveu. Na opinião de um dos personagens é porque “zumbis comem cérebros e ela não tem cérebro”.
A direção é de Ruben Fleischer e a brincadeira já começa logo nos créditos. Quando a mulher com a tocha, símbolo da Colúmbia Pictures, aparece lutando contra os zumbis. O gênero já anda tão batido que só mesmo fazendo graça com a ideia toda. Os filmes de zumbis existem desde a década de 1940 e o gênero passou por uma grande transformação nos últimos cinquenta anos.

Equipe: Os caçadores de zumbis

Antigos

Os mortos-vivos surgiram como um mito da religião do vudu, praticada em algumas ilhas do Caribe, como o Haiti. Diziam que os feiticeiros do vudu tinham o poder de ressuscitar e controlar os mortos, que eles usavam como arma contra seus inimigos.
Na década de 1970 o diretor George Romero criou um novo tipo de zumbi. Que não era mais produto da magia e sim da ciência. Em filmes como “A Noite dos Mortos-Vivos” os mortos ganhavam vida devido a exposição a uma arma química desenvolvida pelos militares. Geralmente o gás escapava de alguma base militar e zumbificava a população de uma cidade vizinha.
Esse zumbi químico era o resultado dos ataques com armas químicas nas guerras do Vietnã e Oriente Médio. Mas, na década de 1980 surgiu um outro tipo de preocupação. Resultado de epidemias com novos tipos de vírus, como o HIV e as experiências com armas biológicas e recombinação de DNA. Um exemplo clássico deste novo terror é o filme “Resident Evil”, que virou série na década passada. No primeiro filme, de 2002, a empresa multinacional Umbrella Corporation desenvolve um vírus, o T, que transforma as pessoas em zumbis, corrompendo seus cérebros. E daí surgiu a ideia do “Apocalipse Zumbi” onde a maior parte da população é zumbificada pelo surgimento de um novo tipo de vírus.
Não é uma ideia totalmente absurda. Na vida real existe uma doença transmitida por vírus, a raiva, que destrói o cérebro das vítimas lentamente. Um vírus semelhante ao da raiva, que fosse transmitido pelo ar ou pela água, poderia zumbificar uma população inteira. Essa é a ideia apresentada no filme “Guerra Mundial Z” (2013) com o Brad Pitt. Por enquanto é só uma hipótese, e filmes como “Zumbilândia” tentam espantar o medo fazendo graça com a coisa toda. E pelo menos no cinema, enquanto esse tipo de filme continuar a dar lucro, a epidemia vai continuar se espalhando.

Emma Stone: Do Oscar para os zumbis

Jorge Luiz Calife

 


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