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Tatuagem com a tinta cada vez mais forte na região

Matéria publicada em 13 de outubro de 2019, 11:13 horas

 


DIÁRIO DO VALE foi atrás de histórias de tatuadora, de quem fez tatuagem e de quem não tem a pele desenhada

A tatuadora Isabella Soares em ação em seu estúdio em Volta Redonda (Foto: Divulgação)

Volta Redonda– Expressão artística, questões estéticas, homenagem, momento da vida, simbologias exotéricas, motivações religiosas. São vastas as razões que levam uma pessoa a um estúdio de tatuagem, mas o certo é que os traços na pele estão cada vez mais na moda. E nessa onda surgem não só interessados em se tatuar, mas também quem enxergue aí uma boa oportunidade de ganhar a vida. Um destes casos é de Isabella Soares, de 22 anos, que é de Volta Redonda e tatua há aproximadamente cinco anos. Há dois, no entanto, ela conquistou seu próprio estúdio.

Segundo Isabella, o gosto pela arte e pelo desenho sempre fez parte de sua vida. Com isso, amigos e familiares, após notarem seu talento, começaram a elogiá-la e destacar que, se ela seguisse a carreira de tatuadora, não seria muito complicado conquistar um bom público e ter sucesso na área.

– Fui incentivada por muitas pessoas por causa da facilidade que sempre tive para desenhar. Surgiu uma oportunidade em um estúdio e aos poucos fui aprendendo, recebendo muitas dicas. Aprendi o básico e com o tempo fui melhorando minhas técnicas. Trabalhei nesse estúdio por um período de três ou quatro anos. Comecei a me aperfeiçoar em algumas técnicas e, com isso, o número de clientes na época aumentou muito. Daí surgiu a vontade de abrir o meu próprio estúdio – disse ela.

Isabella ressalta que em seu estúdio, por exemplo, a procura por um desenho vai além da estética.

– Tem gente que faz determinada tatuagem porque acha o desenho bonito. Outras, porque a tatuagem tem um significado. Algumas pessoas acabam se emocionando enquanto fazem a tatuagem, seja por causa de uma homenagem a alguém que já faleceu, para algum membro da família e até de algum animal de estimação. Querendo ou não, isso faz parte da vida da pessoa, faz parte da história dela. Não é apenas um desenho. Eu gosto muito de fazer esse trabalho, porque através dele acabo ajudando as pessoas de alguma forma. É muito bom ver o sorriso da pessoa depois que a tatuagem fica pronta. Fico feliz quando mandam mensagem agradecendo, publicando nas redes sociais, felizes – disse.

Isabella destaca que o aumento da procura surgiu por causa da quebra de preconceitos que há alguns anos, era bem maior. Ela destaca que com as novas tecnologias, a prática ficou mais fácil.

– Muitas pessoas têm se tatuado com mais frequência por causa da evolução que tem acontecido nos últimos anos. Os materiais não eram os mesmos há alguns anos e muitos eram usados de maneira bem artesanal. Hoje, os materiais são melhores, mais modernos. Até as técnicas usadas atualmente são diferentes. Isso facilitou muito. Outra coisa que acredito muito que tenha ajudado muito nessa procura, foi o fato da marginalização e do preconceito em relação à tatuagem, terem reduzido. As portas, hoje em dia, para algumas pessoas que têm tatuagem, estão se abrindo mais. A pessoa com tatuagem demonstra atitude e isso chama a atenção – destaca.

Tatuados ou não

Cristiana Martins, de 28 anos, de Barra Mansa, disse à reportagem do DIÁRIO DO VALE que tem o hábito de se tatuar desde os 18 anos. Ela destaca que sua mãe não é a favor, mas respeita sua decisão.

– Comecei a fazer tatuagem porque é uma coisa que gosto muito e sempre fui apaixonada desde criança. Quando completei a maioridade comecei a fazer. A minha mãe tem certa resistência porque ela não gosta e apesar dela não gostar, quando faço, ela elogia e sempre pede para eu não fazer mais, mas também não proíbe. Todas têm um significado pessoal para mim – disse.

Já para Diego Duarte, de 31 anos, também de Barra Mansa, apesar da vontade de se tatuar surgir às vezes, o respeito pela criação de seus pais o mantém firme na decisão de não fazer.

– Não tenho tatuagem até hoje, acho que por causa da criação dos meus pais. Não que isso seja mais certo que os outros, mas pela minha mãe ser evangélica, criada dentro da igreja, tenho respeito. Não faço porque sei que ela não gosta. Fui criado assim: sem tatuagem. Até olho alguns desenhos e até acho legal, mas quando olho para o meu corpo, me vejo mais bonito assim, sem. Fico com medo de desagradar os meus pais. Acho bacana no corpo dos outros e fico pensando que se eu fizer, posso me arrepender depois – disse.


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