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Terceira temporada da série Cosmos começa a ser exibida

Matéria publicada em 12 de março de 2020, 09:13 horas

 


Produção ficou engavetada por um ano devido a acusações de assédio sexual

 

Série: Viagens pelo espaço e o tempo

Depois de um adiamento de um ano a série “Cosmos: Mundos Possíveis” começou a ser exibida, finalmente, pelo National Geographic Channel. É a terceira temporada da série científica criada em 1980 pelo falecido astrônomo Carl Sagan. “Cosmos: Mundos Possíveis” devia ter sido exibida em março do ano passado, mas ficou engavetada durante um ano devido a duas acusações de assédio sexual contra o apresentador, o astrônomo Neil deGrasse Tyson, do Museu Americano de História Natural.
Há um ano os produtores da série milionária, que incluem a Fox e a National Geographic, acharam melhor adiar a exibição até que Tyson provasse sua inocência. O processo na justiça americana levou um ano, Tyson ficou livre das acusações e o seriado pode estrear no dia 9 de março passado, bem a tempo de festejar os 40 anos da série original. Com treze episódios, a série dá continuação à segunda temporada (“Cosmos: Uma Odisseia no Espaço-Tempo”), que foi exibida em 2014 usando a mesma fórmula. De viajar pelo tempo e o espaço para mostrar a origem da cultura, das ideias científicas e os futuros possíveis para a espécie humana.
A produtora Ann Druyan, viúva de Carl Sagan, acha que a exibição de uma série científica como “Cosmos” é mais importante hoje do que em 1980, quando a primeira temporada foi lançada. “Tem ocorrido uma perda de respeito pela ciência e uma fuga da realidade nos últimos anos”, disse Druyan no site Space.com. “Quando trabalhamos na série original, eu e o Carl (Sagan) discordávamos de muita coisa no nosso governo. Mas, sentíamos um tremendo orgulho pelas conquistas do programa espacial e pelo que estava sendo feito. Agora a atitude do governo em relação a ciência mudou, tornou-se cínica e hostil. E quando alguém se torna cínico e hostil em relação a ferramenta mais poderosa que temos para compreender a realidade o resultado não é bom”.
Na verdade esse desprezo pela ciência também acontece no Brasil onde o governo duvida de dados do Instituto de Pesquisas Espaciais e o presidente tem um astrólogo como guru. O primeiro episódio, exibido segunda-feira passada, chama-se “Escada para as estrelas” e começa com o apresentador embarcando em uma espaçonave imaginária, que vai conduzi-lo através do tempo e do espaço. “A ciência pode nos transportar através da vastidão do Cosmos, mas sem imaginação não vamos a parte alguma… Nossa ‘nave da imaginação’ é movida pelos motores da admiração e do ceticismo, ferramentas simples que definem a ciência”.
De uma praia na costa da Califórnia a nave da imaginação leva a audiência em um mergulho pelo espaço e o tempo, alcançando a espaçonave Voyager 1, que se encontra agora a 21 bilhões de quilômetros da Terra e recuando no tempo até um bilhão de anos atrás. Onde a computação gráfica recria com todo o realismo a colisão entre dois buracos negros. Origem das ondas gravitacionais que foram captadas pelo observatório Ligo há dois anos.
Depois o apresentador retorna para o nosso planeta e mostra a caverna de Blombos, na África, onde os primeiros homo sapiens deixaram pinturas há 100 mil anos. Ficamos sabendo que naquela época só existiam 10 mil pessoas na Terra. Mas, nossa espécie se multiplicou e expandiu, deixando para trás a cultura de caçadores-coletores para fundar a primeira cidade. Çatalhoyuk, na atual Turquia, no ano 7 mil antes de Cristo. De lá vamos para a Holanda, onde Christiaan Huygens usou o telescópio para observar os anéis de Saturno no século XVII. E o primeiro capítulo conclui com o projeto Starshot, que pretende enviar sondas movidas a laser para observar o planeta Proxima B, do sistema estelar de Alfa Centauri.
Depois de ser exibida no National Geographic a série vai para o Fox Channel.

 

Jorge Luiz Calife

 


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Um comentário

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    Textinho esquerdopata com unica meta em alfinetar o governo. Vcs comedores de mortadela são patéticos.

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