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Duas mulheres denunciam suspeito de ter matado lituano

Matéria publicada em 7 de fevereiro de 2020, 10:00 horas

 


Paraty – O delegado titular da 167ª DP (Paraty), Marcello Russo, acredita que o crime praticado contra o turista lituano Adan Zindul, de 37 anos, e a mulher dele, uma brasileira de 35 anos, teve cunho sexual. Ele foi morto na noite de quarta-feira (5), possivelmente a pauladas. Já a esposa dele foi agredida e estuprada. O principal suspeito, um homem de 37 anos, está preso. Desde que o caso ganhou repercussão, duas mulheres já foram até a delegacia denunciar o suspeito também por estupro.

O caso 

O casal, que estava em Lua de Mel, chegou ao Brasil no dia 28 de janeiro. Eles alugaram uma casa na Praia do Sono, em Paraty, onde o suspeito trabalhava fazendo capinal. O imóvel pertence a uma brasileira que mora no Canadá.

A mulher foi ouvida na quinta-feira (6) pelo delegado, num hospital municipal de Paraty, onde permanece internada. Ela confirmou que foi violentada sexualmente e que vinha sendo assediada pelo jardineiro, além de reconhecer o suspeito como autor do crime praticado contra ela. A vítima foi rendida pelo jardineiro, que usou uma faca para rendê-la, quando ela estendia roupa no varal. Além disso, a mulher  foi obrigada a amarrar o marido numa cadeira.

A vítima disse ainda que o marido foi morto logo após ela ter sido estuprada. O suspeito, mesmo tendo negado os delitos, foi indiciado por homicídio, tentativa de feminicídio e estupro. Ele deve ser transferido nesta sexta-feira (7) para Cadeia Pública de Volta Redonda, onde ficará a disposição da Justiça de Paraty.

O suspeito é acusado por outros dois estupros e já teve passagem pela polícia por tráfico de drogas.

O delegado Marcelo Russo acredita que o objetivo principal de Edson era estuprar a mulher. O suspeito chegou a roubar alguns objetos da casa, mas não responderá por latrocínio (roubo seguido de morte).

— Foi um crime bárbaro, de cunho sexual, pois ele pratica o estupro e, em seguida, o homicídio – disse o delegado, acrescentando que as vítimas estavam há quatro dias na casa alugada.

Russo disse que a Polícia Civil está montando quadro probatório sobre a autoria. O policial solicitou o exame de conjunção carnal, coleta de material para exame de DNA e perícia do local, realização de necropsia e oitiva de testemunhas.

O delegado determinou ainda que fossem juntados ao inquérito instaurado para apurar a morte do turista lituano os processos em que o suspeito já respondia por crimes sexuais.  “O suspeito negou a autoria do crime, fato que aumenta nosso trabalho investigativo para uma conclusão, através de uma análise sistemática de todo o conjunto probatório reunido”, disse Russo.

O Consulado da Lituania está acompanhado as investigações policiais e vai auxiliar os familiares de Adan, no que diz respeito o processo para o translado do corpo dele que está no Instituto Médico (IML) de Angra dos Reis, para aquele país europeu.


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4 comentários

  1. Para mim um caso típico para aplicar a pena de morte.

  2. Esse passou da hora na terra. Com toda certeza ele vai ficar no seguro mas Jesus tá chamando ele. Nos EUA era pena de morte. Aqui só mesmo justiça com as próprias mãos.

  3. Com vários crimes e ainda esta vivo? deixa que a galera na cadeia vai cuidar bem deste estuprador.

  4. Se ele já tem passagens por 2 estupros e por tráfico de drogas, então ele já sabe como funciona a justiça no Brasil, é só ter bom comportamento na cadeia que logo logo tá na rua pra cometer mais crimes.

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