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O sonho do paraíso perdido

Matéria publicada em 24 de março de 2019, 08:13 horas

 


Horizonte Perdido teve uma versão musical na década de 1970

Shangri-La: Bem vindos ao paraíso.

“Nesse tempo de guerras, e rumores de guerras, quem já não sonhou com um lugar onde houvesse paz e segurança, onde a vida não fosse uma luta, mas um prazer contínuo”. Com essas palavras o escritor James Hilton começa seu romance “Horizonte Perdido”, um dos maiores sucessos da história de Hollywood. A versão original, em preto e branco, dirigida por Frank Capra em 1937 é um clássico. Em 1973 teve a versão musical, com trilha sonora composta por Burt Bacharach, então o rei das paradas de sucessos. O público não gostou e o filme foi um fracasso de bilheteria, ao contrário do original. Mas o tema principal está lá, a busca por um paraíso perdido. Um sonho do homem moderno cansado de tanta violência e correria.

As duas versões começam na China sacudida pela guerra civil, nos anos anteriores a Segunda Guerra Mundial. O diplomata britânico Richard Conway, Ronald Colman no original, Peter Finch no remake, recebe a missão de tirar de lá um grupo de europeus, antes que sejam massacrados pelos rebeldes. Ele consegue colocar todo mundo a bordo de um DC-3, um dos mais modernos aviões da época, e decolar no momento em que os rebeldes invadem o aeroporto local.

Mas assim que o avião ganha altura, nossos heróis descobrem que foram sequestrados. A aeronave voa para o norte em direção as montanhas do Himalaia. Trancados na cabine de comando dois pilotos chineses ameaçam os passageiros com uma arma. O voo termina quando o DC-3 faz um pouso de emergência em uma geleira. E os passageiros são resgatados pelos misteriosos habitantes de Shangri-La. Um vale mágico, escondido entre as montanhas, onde o tempo não passa e as pessoas vivem centenas de anos.

Os fugitivos da guerra se sentem no paraíso, mas o diplomata inglês desconfia das intenções do líder local, o misterioso Grande Lama. E vai tentar fugir e voltar para a civilização. A versão original fez tanto sucesso que um porta-aviões americano acabou recebendo o nome de USS Shangri-la. De 1937 para cá o mundo não mudou nada e muita gente continua a sonhar com um paraíso além do horizonte. Como na letra do Burt Bacharach, “um lugar a muitas milhas do ontem, um pouco antes do amanhã, onde é sempre hoje”.

 


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